quinta-feira, 12 de abril de 2012

A IGREJA E O SÉCULO XXI

Estamos vivendo um momento muito crítico da Igreja de Cristo, a era da tecnologia e da informação, trouxe novos desafios que precisam ser vencidos. A igreja precisa de contextualização, a obra torna-se mais urgente. A violência está generalizada, o desrespito pela família e sua importância no caráter do indivíduo vem sendo veementemente desprezado, o poder público tem desenvolvido leis que degeneram e descaracterizam a família. A imoralidade assola a terra. A marginalização da mulher é impressionantemente visível. O tráfico de drogas e a busca desenfreada pelo poder tiram o controle do estado da regulação. Segurança pública é uma realidade teórica que na prática não existe. O homem está cada vez mais feroz. A facilidade de acesso dos Jovens as Universidade tem trazido a tona um "ateísmo" barato que tem afastado as pessoas dos propósitos divinos. O Papel da escola na vida dos indivíduos limita-se apenas numa transmissão descompromissada de conhecimentos teóricos. A lei tem sido vilipendiada pela interpretação humana, seu valor é cada dia menor e ela passa a ser cada vez mais Inócua. E a Igreja, qual o seu papel diante desse quadro?

O papel da Igreja diante desse quadro é estar aonde as pessoas estão. Jesus no capítulo 17 do Evangelho de João diz que estamos no mundo mas não somos do mundo, isso significa dizer que existe um propósito de estarmos no mundo e esse propósito é cumprir com todas as forças usando de todos os recursos possíveis a missão que o mestre nos deixou, de mostrar o verdadeiro Cristo as pessoas. Darmos um testemunho de fidelidade sem nos contaminar daquilo que torna o mundo um lugar inabitável. É contextualizar a mensagem de Salvação sem contudo descaracterizá-la, tirando dela o seu valor primeiro. É entender que contextualizar a Igreja não é mudar sua mensagem que é viva e eficaz e tem o poder de mudar a humanidade.

O papel da Igreja diante desse tempo é confrontar o pecado com os valores divinos. A igreja não pode cruzar os braços e fazer vista grossa para o pecado, não pode coadunar com a sujeira que assola sagasmente a nossa sociedade, tornando-a corrupta e imoral. Devemos combater a imoralidade usando como a arma a espada de Deus que é a sua palavra. Precisamos confrontar o pecado em nosso seio e limpar o caráter daqueles que transmitem a mensagem viva do evangelho.

O papel da Igreja diante desse tempo é fazer valer o seu valor social, buscando trazer clareza a sociedade que o homem não foi feito para se destruir, mas para a glória de Deus. É resgatar os marginalizados, é trazer luz aos intelectuais, é harmonizar e trazer equidade a sociedade presente, fazendo saber a todos que somos iguais diante de Deus.

O papel da Igreja diante desse tempo é pregar o amor em meio ao ódio e a violência, não é se acovardar e ficar retida nas paredes templárias com medo de ir a rua e falar do amor de Deus, demonstrando-o com a vida. Não pode temer, precisa promover mudança, a igreja sempre foi e sempre vai ser agente de transformação da história da humanidade.  É inundar a sociedade de valores cristãos, esclarecendo o valor da vida. Não podemos assistir como espectarores passivos a degradação social. É viver a palavra e falar na língua que o povo entenda, fundamentada no verdadeiro alvo.

O papel da Igreja é combater a exploração da fé, sem contudo impedir que o evangelho se espalhe, é combater pregando a verdade baseado nos valores eternos e incorruptíveis e não em valores temporais, materiais e perecíveis que se acabam com o tempo. A mensagem do evangelho é eterna e não temporal. A Igreja precisa ser dinâmica, atingir todas as classes sociais, sem distinção, fomentando sempre o amor fraternal e a reverênica ao Deus eterno, tirando da lama o homem perdido e tirando das trevas o pecador perdido.

Se a Igreja não se contextualiza sem contudo se contaminar, não cumprirá sua missão e sua permanencia na terna tornar-se-á sem efeito.  

Deus abençoe a todos.

Pr. Emerson

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PORQUE COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS

Poderia até com certa facilidade dizer que coisas ruins acontecem com pessoas boas por causa do pecado, não estaria de forma alguma errado, mais aí viria o questionamento: E os crentes, que vivem lendo a Bíblia, orando e indo a igreja? Diria ainda que o pecado tem o poder de afetar a vida humana, embora aqueles que aceitam a Cristo são vistos por Ele de uma forma diferente, continuam pecadores, continuam sobre a terra e sujeitos aos pecados, não apenas os seus próprios pecados, como também os pecados dos outros. Mas são pecadores regenerados. Dessa maneira teriamos um discurso um tanto quanto evazivo, podemos assim dizer e inconclusivo, para os mais desapegados a fé. Mais uma vez vem aquele papo de crente que quer jogar a culpa no diabo. Mas temos a proposta com este de olharmos de uma forma mais ampla e saber que não é só o pecado que nos faz passar por momentos difícies, ou até mesmo vermos pessoas que amamos passarem por tais momentos. Chamo-nos para uma reflexão mais profunda, uma visão além do nosso umbigo e da nossa existência que pode ser banal e sem sentido. Quero tentar mostrar de forma lógica e racional sem contudo desprezar a fé que no meu entendimento embora sejamos seres limitados, creio que esse entendimento é possível. Com quanto seja grande a nossa incompreensão quanto as coisas da vida, vamos abordar a coisas de duas maneiras:

1 - Dessa forma é manifesta a Glória de Deus:


"Passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E seus discípulos lhe perguntaram: Rabi, quem pecou para que ele nascesse cego: ele ou seus pais?  Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus." (João 9.1-3).


Não é fácil compreender que coisas ruins - essas ao nosso ver - possam servir para que Deus manifeste a sua glória em nossas vidas.  Mas precisamos entender que é um fato, as vezes vivemos a nossas vidas sem olhar para o "alto", enquanto um Deus maravilhoso preocupa-se com nossa condição terrena e deseja nos abrir os olhos. Temos algo grandioso a nossa frente e não podemos contemplar. De que outra forma paramos para refletir que não através da dor - seja essa física ou psico-espiritual - ? Em que momento de nossas vidas nos voltamos para Deus em busca de resposta sobre a nossa existência? Provavelmente na dor ou na necessidade de algo que não encontramos em nós mesmo, mas mesmo assim, passada a aflição muitos não atribuem a graça a quem de direito. É dificil crer que pessoas passam por experiências maravilhosas diante de Deus e não reconhecem que Deus age maravilhosamente na sua vida e ainda atribuem isso a homens. Passam novamente, por situações extremas e ainda continuam a atribuir as bençãos aos homens. Claro que Deus usa homens como braços e mãos para executar o seus milagres.  Sito aqui o caso de alguém muito querido,  por exemplo que passou por uma cirurgia. Quando perguntei como ele estava, me disse que estava tudo bem que o médico era muito bom e competente. Passou por uma cirurgia em que deveria estar internado por 48 a 72h, saiu em menos de 24h, e atribui isso ao médico. Não há dúvidas que o médico é competente. Mas o médico não pode apressar a recuperação, não pode influenciar na regeneração dos tecidos, já Deus pode.
Pra mim o problema não é Deus permitir que coisas ruins aconteçam a pessoas boas, para que se manifeste a sua GLÓRIA, pra mim o problema está em que as pessoas são agraciadas por Deus e ainda sim não reconhecem a sua ação grandiosa e aí entra o segundo grande problema da nossa equação.

2 - A incredulidade dos indivíduos mesmo diante dos fatos:

"E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Até o inferno descerás! Se em Sodoma se realizassem os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Contudo, eu te digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para ti." (Mateus 11.23-24).

A incredulidade das pessoas as faz permencer sobre o juízo de Deus porque não compreendem a maravilhosa graça e grande misericórdia que o todo poderoso dispensa a nós, desse forma são impedidos de ver o poder de Deus se manifestar poderosamente em suas vidas e nas vidas dos entes queridos. A fé é uma demonstração do desejo de se aproximar de Deus, do desejo de mesmo diante de nossa pequenez diante dele, desejarmos uma comunhão profunda com Ele e de saber que Ele se importa conosco e quer o nosso bem. A manifestação de sua glória não tem como fim mostrar o seu poder, claro esse é incontestável, mas demonstrar o grande amor que nutre por nós. Quando desprezamos a nossa fé, dizemos para Ele que preferimos ficar como estamos, ou sermos lançados direto no lago de fogo. Porque manifestar seu grande amor, através de seu poder se não alcançamos a grande beleza de sua graça? No texto acima tá registrado uma outra coisa. Deus nos tem como responsáveis por nosso atos, desse modo se não pedimos perdão com coração devoto e sincero, assumimos que arcaremos com a pena por nosso atos pecaminosos. Se desejamos perecer temos o direito de fazê-lo. Se desejamos permanecer na cegueira então que permaneçamos.

Há muito mais por se dizer mais aí teria que escrever um trabalho a respeito, mas no momento basta que compreendamos que tudo que passamos nessa vida ecoa na vida vindoura, aqui é um campo de aperfeiçoamento da alma e a oportunidade de nos unirmos a Deus e convivermos na sua presença. Mas para tanto é necessários que tenhamos fé, passemos a olhar as coisas ruins como oportunidade da manifestação da glória de Deus nas nossas vidas e observermos com os olhos da alma o bem que o Senhor nos faz, independente daquilo que os olhos nos mostram.

Deus abençoe a todos.


segunda-feira, 26 de março de 2012

QUANDO NOS APROXIMAMOS MAIS DE DEUS

Quero com este falar um pouco sobre o que leva um homem, e aqui refiro-me ao ser humano, a se aproximar mais de Deus. De uma forma simples e bem direta, diria que o medo da morte e de não habitar mais essa realidade é o principal motor que leva o indivíduo na busca de algo que transcende esse tempo e essa realidade. Até pessoas incrédulas clamam a Deus em seu momento de agonia, ainda que em pouco tempo esqueça ter alcançado a graça divina. Ninguém que se dirija a Deus por mais infiel que seja aos seus princípios será ignorado pelo Senhor.
A morte é o maior inimigo da humanidade porque mostra para ele que não é o que pensa que é. A morte humilha e só tem um que pode nos socorrer na iminência da mesma. Os momentos difícieis nos aproximam da necessidade de encontrar uma solução da qual não podemos dar,  dessa maneira, precisamos buscar além, algo que nos fortaleça e estabeleça em nós a certeza de que sairemos vitoriosos do combate que com ela travamos, embora diariamente convivamos com ela existem pontos críticicos que nos ameaçam com mais vigor.
Provar do socorro temporal de Deus não é nem de longe, o mesmo que provar do socorro eterno de Deus, uma vida espiritualmente saudável, onde o medo da morte não faz parte da sua rotina diária, o desfrutar de uma paz nunca antes percebida pelos olhos humanos, e a certeza de que estaremos como o ladrão da cruz diante da presença de Deus nos faz mais felizes, pois a tranquilidade e força para conduzir a vida estão presentes em nossa existência.
Talvez meu discurso pareça a você meio filosófico e subjetivo, mas falo teológicamente, baseado no saber bíblico de coisas concretas que os olhos não podem vislumbrar (Hebreus 11). Creio que tal necessidade de nos aproximarmos de um ser superior quando da ameaça de nossa condição de vida, seja algo traçado em seus propósitos eternos, a fim de nos preservar a vida e percebermos a sua presença, o problema é que a nossa memória é curta e logo esquecemos que fomos agraciados por esse ser maravilhoso e concreto até que novamente vejamo-nos novamente com a nossa condição de existência ameaçada.
Mas Deus não é um amuleto da sorte é alguém que ama e de uma forma que os homens não podem compreender na sua totalidade, vide sacrifício de Cristo, como compreender totalmente a extensão incompreensível de um ato supremo que pode mudar a nossa condição ( o caráter, a personalidade). Somos nesse caso limitados por nossa existência, e o pecado que nos escraviza nos impede de vê-lo e sentí-lo, até que reconheçamos as nossas imperfeitções e coloca-mo-nos em suas poderosas mãos, delegando-o a nossa esperança de absolvição, assim somos feitos filhos amados de Deus por adoção e a condição de nossa existênica muda e a nossa vida, passa a ter um propósito divino, um propósito eterno.
Quer ver a Deus? quer perceber a sua presença como Ezequiel a beira do rio Quebar (Ezequiel 1)?, Então renda-se ao Senhor da Luz que discipa as trevas de dentro da nossa natureza tornando-nos aceitáveis a sí e nos capacitando a perceber a sua eterna presença. Faça como o apóstolo Paulo, desista de lutar contra Deus e receba o dom gratuito de Deus. Logo você não mais Será intimidado pela sua condição de vida. Logo perceberá a presença de Deus e o sofrimento e a dor, a angústia e aflição da morte não mais serão os motivos que te  aproximam de Deus. E aí de uma forma completa, ainda que tentem te destruir irão de abençoar, ainda que perca sairá vitorioso. Pois sempre estará próximo de Deus.

Deus abençoe a todos.
 

sexta-feira, 16 de março de 2012

AUTO SUFICIÊNCIA DE CRISTO PARA SALVAÇÃO DO HOMEM

Creio ser esse um assunto polêmico do ponto de vista da Teologia, onde existem muitas considerações a respeito da matéria. O objetivo deste (Blog), também nunca foi trazer a tona assuntos de aspectos científicos ou mesmo catedráticos com relação a relação entre Deus e os homens, basei-me nos últimos tempos em trazer uma palavra sobre como Deus age na vida do ser humano do ponto de vista antropológico,  descrevendo o que identifico na história da humanidade como atos de Deus. Creio ter sido bastante suave em minhas abordagem  e na pregação do evangelho. Mas quero mudar um pouco o estillo e fazer deste um desabafo. Desejo abrir meu coração e compartilhar com você - que me lê neste mometo - a aflição que sinto quanto a incompreensão humana do amor de Cristo.
É fato que a obra da salvação de Deus não é e não pode ser tratada de forma simplória, e até certo ponto aos  seguidores de Aristóteles - embora não fosse a intenção do mesmo levar o homem a ignorar a presença de Deus, mas demonstrar e explicar aquilo que fosse possivel da criação de Deus, por meio da ciência - Afinal, entender que Deus se uniu a natureza humana a ponto de ser tornar um com ele, e ainda permitir uma morte por mãos humanas, não é nada fácil de entender, é uma lógica que não pode ser assimilada com facilidade pela lógica humana.
Cristo é DEUS e a negativa humana não pode mudar esse fato. O Pecado funciona como um câncer na alma do homem que o consome de forma gradativa e que apresenta seus sintomas infecciosos quando está a ponto de destruir completamente a vida e o caráter do homem. O alimento desse câncer é o egoísmo que o leva a ramificá-lo pela sua existência, corroendo sua moral, seu dicernimento e o desprezo pela consequências de seus atos.
Na minha opinião DEUS, criou o homem perfeito, o que a teologia chama de Estado Original do Homem, porém o homem herdou de Deus uma característica que no meu entender não estava pronto para excercê-la, a vontade própria. Daí a alma humana ter desenvolvido aquilo que chamamos de pecado. O abuso do poder da escolha. Somos seres autonomos, mas que vivemos em sociedade e autonomia neste caso implica em que temos o dever de respeitar o direito do outro, mas que temos o poder de não fazê-lo, tornando a sociedade precária, degenerativa e por fim caótica, trazendo de volta para nós todo o mal que impregamos contra ela.
Mas Deus em sua infinita sabedoria, providenciou um ser perfeito, um ente - para que os homens entendam baseados na existência das relações humanas de família, pai, mãe, filhos, irmãos, etc. -   querido do próprio Deus, onde a sua divindade unida a humanidade - o que a teologia chama de união hipostática. - impede que o ser que nasce desta relação nasça portador da doença congênita da alma humana, a saber, o pecado.
Então único com poder para pagar a ofensa dos demais homens que são consagüíneos daquele criado perfeito e que desenvolveu a doença abusando do seu poder de escolha, disseminando-a para todos os seus descendentes.
Bom, todo o nosso sistema de existência de nossas relações são derivadas de nossa semelhança moral com Deus, ou a divindade para aqueles que tem o medo de admitir a existêmcia de Deus. Desse modo a ofensa implica em que um lei foi descumprida e toda lei tem uma pena para culpa, e nesse caso a separação da criatura do criador. Assim, a pena é a morte, esta que nada mais representa do que uma separação insatisfatória, atinge a alma e deixa sem sentido a existência do homem, submetendo-o a uma busca infundada de coisas que não satisfazem a alma, criando uma rotina diária enfadonha a espera da morte.
 O sacrifício do homem Jesus na cruz é o cumprimento da justiça de Deus em relação o ofensor, desse modo, todo o que aceita esse imerecido sacrifício - do ente santo de Deus - justifica a sua existência, entregando sua vida nas mãos daquele que o criou, produzindo frutos diante do seu criador fazendo jus ao sentido de sua existência.
Não há outra maneira de ser curado do câncer da alma a não ser transferir o controle de sua vida miserável para as mãos do Deus santo e piedoso que desejou recuperar você. Não há tratamento farmacológico ou psicológico que possa mudar o caráter e a personalidade do indivíduo, mas Deus tem o poder de mudá-la. Cristo é o veículo desta transformação, mas para que isso aconteça, assim como deliberadamente o homem decidiu abusar do seu poder de escolha, ele se volte para Deus voluntariamente. O Meio? Cristo, nada do que você possa fazer pode salvar sua alma, mas Deus pode fazê-lo, para tanto só é preciso uma atitude sua. Aceitar o sacrifício substitutivo de Cristo.

Deus abençoe a sua vida e que eu possa ter contribuído para o seu entendimento da suficiência de Cristo para a salvação do Homem. Lembre-se só é preciso uma atitude sua.

segunda-feira, 5 de março de 2012

VENCENDO MAIS UM DESAFIO

Enquanto termino minha pesquisa para escrever meu artigo sobre eleição, esta no campo da teologia, para que não desistam de visitar meu Blog, resolvi compartilhar com vocês, meus amigos, a última aventura do surfista solitário.

Tenho alguns amigos que surfam, mas creio que o fato de ser pastor os constrage de andar comigo e compartilhar um momento de aventura. Os únicos que conseguiam surfar ao meu lado, enquanto não descobriram que eu era pastor era o pessoal da loja que compro meus acessórios de Surf. Mas, fazer o que? Não posso mudar quem sou, sou pastor e isso não vai mudar, mesmo porque não quero que mude, tenho grande alegria em ser pastor.

Mas vamos o que importa, afinal, minha prática solitária do esporte não é o foco deste aqui. O foco na verdade é que mais uma vez em minha vida, venci uma grande dificuldade que tinha no meu estilo de surfar. Cheguei na praia e encontrei um mar de ondas pequenas, mas um mar liso com pouco vento e ondas abrindo regularmente, levei o longboard, pois em ondas pequenas ele desliza facilmente sobre a parede das ondas e curtimos com mais facilidade o drop.

Olhe e vi um pico de direita, como as ondas estavam pequenas resolvi tirar a tarde pra vencer minha maior dificuldade no surf, o drop de backside - é quando descemos(dropamos) a onda de costas para a parede da mesma - entrei no mar e comecei a pegar todas as de direita e fui cada vez mais pegando o jeito, até que veio uma de esquerda, bem formada, aí a desci em grande estilo e derrepente, um banco de areia a onda explodiu e me lancei na água, resultado, enfiei o dedo na areia, lesionei o dedo, a água estava no tornozelo e quase enfiei a cara no chão.

Pensei em me recolher e voltar pra casa, pois o dedo doia e começava a me incomodar, mas precisava pegar mais direitas, precisava praticar mais, então pensei a água está um pouco gelada, o sangue está quente, então remei de volta pra o outside ( a primeira formação das ondas, que fica um pouco mais pra dentro) e sentei na prancha, e coloquei a mão dentro da água e com a temperatura favorável me foi possível suportar o incômodo.

Continuei a pegar as direitas, dropei várias vezes e a cada momento ia vencendo essa que faz as vezes passar até horas dentro da água sem dropar ondas - as ondas em nossa região tem melhores formações para a direita, como sou goofy (pé direito para a parte da frente da prancha) só posso descer a onda de direita de costas para ela (Backside), como tenho uma lesão na cervical que limita o ângulo do giro do meu pescoço, tenho muita dificuldade de descer de backside - aí senti a necessidade de perder o medo e resolvi enfrentar o desafio, sai da água satisfeito, havia pegado mais ondas em menos tempo, do que já o havia feito em todo o tempo em que voltei a surfar. Feliz, realizado, satisfeito, de alma lavada, corpo quase são.

Não se preocupem, meu dedo está bom, doi um pouco mais usei ele para escrever este.

O medo tem seu lado positivo, mas se exacerbado pode nos impedir de trazer alegrias, foi assim quando competia pelo jiu-jitsu e tinha grande dificuldades na montada. Meu professor, o Mendes, uma pessoa sensacional que marca a vida da gente, pegou o colega mais arisco, forte e determinado para sair de montadas e me colocou horas a fio para treinar com ele até que a montada passou a não ser mais uma dificuldade.

A vida é assim cheia de desafios, cheia de aventuras e se nos acovardarmos diante deles não teremos a alegria de vencê-los, superá-los e sentir a forma como Deus pode fazer a diferença na sua vida. Encare de frente o seu desafio, não se intimide e lembre-se que se Deus está no controle da sua vida, mesmo perdendo você sairá vitorioso. Quem lê entenda...

Desu abençoe a todos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A verdadeira essencia do que é ser cristão.

 Esse texto dispensa comentários...

Atos 7

1 Então o sumo sacerdote perguntou: Isso tudo é verdade?
2 Estêvão respondeu: Irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, quando ele estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã,
3 e disse-lhe: Sai da tua terra, e do meio dos teus parentes, e vai para a terra que eu te mostrarei.
4 Então ele saiu da terra dos caldeus e foi habitar em Harã. Depois que seu pai morreu, Deus o trouxe dali para esta terra em que agora habitais.
5 E aqui não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé. Mas prometeu que lhe daria a terra como posse e, depois dele, à sua descendência, quando ele ainda não tinha nenhum filho.
6 Pois Deus afirmou que a descendência dele seria peregrina em terra alheia e que a escravizariam e maltratariam por quatrocentos anos.
7 Mas eu punirei a nação que os tiver escravizado, disse Deus; depois disso, eles sairão e me cultuarão neste lugar.
8 E deu-lhe a aliança da circuncisão; assim, Abraão gerou Isaque e o circuncidou ao oitavo dia; e Isaque gerou Jacó, e Jacó gerou os doze patriarcas.
9 Os patriarcas, movidos por inveja, venderam José para o Egito. Mas Deus estava com ele,
10 livrou-o de todas as tribulações e deu-lhe graça e sabedoria perante o faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e sobre toda a sua corte.
11 Houve, então, fome e grande tribulação em todo o Egito e em Canaã; e nossos pais não achavam alimento.
12 Mas, tendo ouvido que no Egito havia trigo, Jacó enviou nossos pais para lá pela primeira vez.
13 E, na segunda vez, José se revelou a seus irmãos, e a sua família foi conhecida pelo faraó.
14 Então José mandou chamar seu pai Jacó e todos os seus parentes, setenta e cinco pessoas.
15 E Jacó desceu ao Egito, onde morreu, ele e nossos pais.
16 E foram transportados para Siquém e colocados na sepultura que Abraão havia comprado, por certo preço em prata, dos filhos de Hamor, em Siquém.
17 Enquanto se aproximava o tempo da promessa que Deus fizera a Abraão, o povo crescia e se multiplicava no Egito.
18 Até que se levantou ali outro rei, que não conhecia José.
19 Usando de astúcia contra o nosso povo, maltratou nossos pais, levando-os a abandonar seus filhos, para que não vivessem.
20 Naquela época, nasceu Moisés, que era belo aos olhos de Deus, e foi criado durante três meses na casa de seu pai.
21 Depois de ser abandonado, a filha do faraó o recolheu e o criou como seu filho.
22 Assim, Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.
23 Quando completou quarenta anos, desejou visitar seus irmãos, os israelitas.
24 E vendo um deles sofrer injustamente, defendeu-o e vingou o oprimido, matando o egípcio.
25 Ele pensava que seus irmãos entenderiam que por meio dele Deus lhes daria a liberdade; mas eles não entenderam.
26 No dia seguinte, aproximou-se de alguns deles quando brigavam, e quis pacificá-los, dizendo: Homens, sois irmãos; por que maltratais um ao outro?
27 Mas o que feria o seu próximo o empurrou, dizendo: Quem te nomeou líder e juiz sobre nós?
28 Por acaso queres matar-me, como ontem mataste o egípcio?
29 Diante dessa palavra, Moisés fugiu e tornou-se peregrino na terra de Midiã, onde gerou dois filhos.
30 Passados mais quarenta anos, apareceu-lhe um anjo no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo em uma sarça.
31 Vendo isso, Moisés admirou-se com a visão e, aproximando-se para observar, ouviu a voz do Senhor:
32 Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés ficou trêmulo e não ousou olhar.
33 Então o Senhor lhe disse: Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.
34 Vi com atenção a aflição do meu povo no Egito, ouvi os seus gemidos e desci para livrá-lo. Agora, pois, vem, e eu te enviarei ao Egito.
35 A este Moisés a quem eles rejeitaram, dizendo: Quem te nomeou líder e juiz?, Deus enviou como líder e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera na sarça.
36 Foi este que os conduziu para fora, realizando feitos extraordinários e sinais na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto por quarenta anos.
37 Este é o Moisés que disse aos israelitas: Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu.
38 Este é o que esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, e que recebeu palavras vivas para transmiti-las a vós.
39 Foi a ele que os nossos pais não quiseram obedecer, pelo contrário, rejeitaram-no e, na verdade, desejaram voltar para o Egito,
40 pedindo a Arão: Faze-nos deuses que possam ir à nossa frente, porque não sabemos o que aconteceu a esse Moisés que nos tirou da terra do Egito.
41 Naqueles dias, eles fizeram um bezerro, ofereceram sacrifício ao ídolo e o festejaram como obra das suas mãos.
42 Mas Deus se afastou deles e os entregou ao culto dos astros do céu, como está escrito no livro dos profetas: Foi a mim que oferecestes sacrifícios e ofertas por quarenta anos no deserto, ó casa de Israel?
43 Antes, carregastes o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, figuras que fizestes para adorá-las. Assim, eu vos exilarei para além da Babilônia.
44 O tabernáculo do testemunho estava entre os nossos pais no deserto, como ordenara aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto.
45 Tendo-o recebido, nossos pais o levaram sob a direção de Josué, quando tomaram posse da terra das nações que Deus expulsou da presença dos nossos pais, até os dias de Davi.
46 Este recebeu o favor da parte de Deus e pediu que lhe fosse concedido edificar uma habitação para o Deus de Jacó.
47 Entretanto, foi Salomão quem lhe construiu uma casa.
48 Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas, como diz o profeta:
49 O céu é meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual o lugar do meu repouso?
50 Não foi a minha mão que fez todas essas coisas?
51 Homens teimosos e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo. Como fizeram os vossos pais, assim também fazeis.
52 Que profeta vossos pais não perseguiram? Mataram até mesmo os que anteriormente anunciaram a vinda do Justo, do qual agora vos tornastes traidores e homicidas.
53 Vós, que recebestes a lei por meio de anjos, não a guardastes.
54 Ouvindo isso, eles se enfureciam no coração e rangiam os dentes contra Estêvão.
55 Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, com os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus,
56 e disse: Vejo o céu aberto, e o Filho do homem em pé, à direita de Deus.
57 Então eles gritaram e, tapando os ouvidos, lançaram-se juntos contra ele
58 e, empurrando-o para fora da cidade, o apedrejaram. E as testemunhas puseram as suas roupas aos pés de um jovem chamado Saulo.
59 E enquanto o apedrejavam, Estêvão orava: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
60 E pondo-se de joelhos, clamou em alta voz: Senhor, não lhes atribuas este pecado. Tendo dito isso, adormeceu.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

GREVE NÃO, DIGNIDADE SIM.


Não sou a favor da greve de militares, estes são responsáveis por manter a lei e ordem e oferecerem, mesmo que com suas limitações e muitas vezes, despreparo, a segurança a sociedade e não podem fazer greve. Acho correto o dispositivo legal que assinam quando entram para o serviço público que os impedem de exercerem o direito a greve. Não podem e não devem fazer greve.
Também sou contra o descaso das autoridades executivas, que ignoram a grande tarefa desses homens e mulheres que integram as forças de segurança do país, do estado, do município. Autoridades inescrupulosas que submetem essas pessoas que dedicam a sua vida a servir e proteger a sociedade e garantir o direto de ir e vir a condições subumanas de vida, recebendo uma remuneração vergonhosa e aflitiva à vida deles.
Não sou também a favor da greve de profissionais da saúde, pessoas das quais dependem o bem estar da população, a contenção de epidemias, e a dignidade do indivíduo que enquanto família é base fundamental do estado. Sou contra também o descaso do executivo que da mesma maneira os submetem a condições desfavoráveis de trabalho e os remuneram também de forma vergonhosa. Assim como a educação e outras áreas vitais da existência humana.
A unilateralidade da lei, que pune em conformidade com a mesma o profissional de segurança grevista, invalida sua validade no momento em que não oferece a esse mesmo profissional um dispositivo também legal que o dê o respaldo de lutar por seus direitos. A unilateralidade da lei a torna opressora, impende a democracia e a igualdade de direitos entre os homens.  Seja qual for, ou como for a opressão não perdura para sempre, o grande problema é que a opressão sempre desencadeia o caos.
A Lei deve sempre ser bilateral para cada dever deve ter um direito. O profissional de segurança tem o dever de não fazer greve, em contra partida deve existir o direito de garantir a sua sobrevivência com dignidade. De não expô-lo ao ridículo e um estado vexatório de sub-existência. Não sei se tal lei existe, não estou no campo do direito embora me encante por ele. Mas o fato é que esses homens trabalham oprimidos.
Para ilustrar a bilateralidade da lei quero citar as cidades refúgios dos hebreus e o vingador do sangue. Toda a pessoa que involuntariamente (acidente ou legítima defesa) tirasse a vida de alguém poderia se refugiar em uma dessas cidades e enquanto lá permanecesse o vingador do sangue (qualquer parente próximo da vítima) não poderia feri-lo. Mas se o que matou, estivesse fora do muro da cidade refúgio ou dentro da cidade o vingador do sangue tinha o direito de tirar-lhe a vida.  Se a morte fosse dolosa não havia cidade refúgio para o homicida, era sumariamente executado.
A bilateralidade da lei garante a ordem, o controle sobre o instinto animal que pode ser acordado na sociedade levando o homem as vias de fatos e fazendo uso de recursos não ortodoxo. Sou contra o vandalismo, a destruição de prédios públicos, os interesses políticos escusos. Mas também sou contra qualquer forma de opressão. Pois por mais pacíficos ou covardes que sejam os indivíduos de tanto serem oprimidos irão reagir, isso leva ao caos.
A democracia depende de uma relação harmônica entre direito e dever, se isso for quebrado leva a sociedade ao caos, a injustiça social, a opressão que é seguida de atos vandálicos e não é de interesse da sociedade.
A sociedade não pode se omitir diante disso, as pessoas devem se organizar e intervir junto ao legislativo (deputados, senadores, vereadores) para que esses obriguem o executivo a manter a dignidade desses homens, e lhes garantam um dispositivo legal, que não os oprima com salários de fome e miséria. Que lhes dêem uma remuneração justa e condizente com suas atividades.
A final quem vai entrar na frente de balas, quem vai entrar no mar revolto para resgatar vidas, que vai apagar os incêndios? Sou contra a greve, não acho a melhor solução para nada. Mas é preciso que estes que mantêm a ordem também tenham dispositivos legais para garantir sua sobrevivência e a de suas famílias, com dignidade e respeito a função que exercem diante da sociedade.
Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

MONÓLOGO DA FOFOCA


Olá, todos me conhecem, sou na verdade filha do pai da mentira, minha irmã, quase gêmea. Tenho o poder de arrasar com a vida das pessoas, pois sou muito parecida com a tal da verdade, minha vítima preferida. Não tenho origem, as pessoas que me espalham são sempre anônimas, normalmente porque não podem provar a minha existência. Mas o que importa? Sou impactante, aterrorizadora, muito poderosa.  Posso destruir amizades, acabar com relacionamentos felizes, denegrir a imagem das pessoas, caluniar, sem que ninguém encontre a minha origem. Não simbolizo a verdade, pois nasço de mentes desocupadas e da maldade e muitas das vezes da inveja das pessoas.
O pior - pior pra os que acreditam, pois pra mim é melhor - é que sempre existem pessoas acreditam em mim como se eu fosse a verdade, me alimentam e até me dão roupas novas. Essa coitadinha, a verdade, quase nunca tem crédito, pois é mais fácil acreditar em mim do que nela.  A verdade diferente de mim tem origem, ela tem como ser comprovada, muito poucas pessoas são suas companheiras. Eu sou legal ninguém precisa provar que eu existo.
Tenho um defeito, da mesma forma que apareço e causo impactos e estragos tremendos na vida das pessoas, desapareço, as pessoas esquecem de mim, porque diferente de mim a verdade sempre aparece. Acho que é culpa daquela tal de justiça divina. Quando isso acontece também fico bem, pois quem em deu origem fica mal. Estrago dos dois lados, o caluniado e o caluniador.
Minha existência vai desde os primórdios da humanidade, enquanto existirem pessoas e relações humanas, sempre estarei viva no meio dos homens, sou preferida pelas mulheres, mas há homens que são muito piores do que as mulheres, estas normalmente me dão existência por esporte, mas os homens, Ah os homens, estes sempre por inveja ou pura maldade. Não importa, o importante é que existo, me fortaleço e principalmente sempre causo estrago. E o meu pai, este claro se orgulha de mim.
Seja como for, sou feliz, pois sempre estou plantando a discórdia, destruindo amizades verdadeiras, separando casais apaixonados, produzindo o mal e o melhor de tudo é que sempre saio ilesa, pois ninguém precisa provar que eu existo realmente. Dessa forma cumpro o meu ciclo, alcanço meu objetivo, pois estou sempre entravando a vida das pessoas. Pois são manipuláveis e me dão muito crédito.
Poderia te dar um conselho, cuidado comigo, pois eu chego como se fosse verdade e quando você perceber o estrago já está feito, mas é claro, esqueça isso, eu não estou te dando esse conselho, porque a final de contas, se todos seguissem esse tolo conselho eu realmente não existiria. Tchau te encontro por aí. Se você não me reconhecer de cara, espere um pouco, porque quando eu sumir, você vai saber que era eu. Ah quem sou eu? A fofoca é claro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

UM ESTRANHO NO NINHO


Em um dos finais de semana das minhas férias estava no clube com minha família desfrutando de um belo dia de sol quando parei para observar o meu entorno. Passei a observar o comportamento e o diálogo das pessoas que estavam a minha volta. Percebi a superficialidade com que tratavam os assuntos da vida, como inconscientemente desprezavam toda a complexidade da vida e das relações humanas.
Senti-me como numa cena de filme que nos leva a um patamar de macro visão da cena, e de repente me dei conta de como aquelas pessoas não percebiam a sua função na terra nem como valorar os aspectos psicológicos e emocionais de sua existência.
Sua visão de vida baseada em valores perecíveis, arraigados a matéria e a aparência, como se a vida em sua essência se limitasse a frivolidade de seus pensamentos e ações, senti-me como se estivesse num universo paralelo, totalmente diferente daquela atmosfera, onde pessoas se sentiam superiores e competiam para ver quem tinha a melhor aparência e o melhor estilo de vida.
Orgulhosos por desfilar roupas de marca, cordões de ouro, bebericar cerveja, alimentar a carcaça de petiscos. Sem perceber as suas almas em estado de putrefação, causada por um câncer que a corrói levando-os a degeneração de seus sentidos, refletidas em seus corpos, que em longo prazo os separam da razão preternatural de sua existência.
Sentido-se superiores e como se tivessem alcançado o auge da ascensão humana, atingido o objetivo da vida, extremamente alheios, alienados do propósito de sua criação e existência. Como alvos fáceis de algo maior que cega suas mentes inibindo-os de ver a realidade, e conduzindo-os como uma massa inculta, influenciada por ditaduras culturais empregadas por indivíduos malignos, que querem que permaneçam na ignorância.
Senti-me constrangido perante a minha visão, não que não goste de coisas boas, seria hipócrita se disse que não gosto. Gosto de me vestir bem, de um bom relógio, de conforto, não vejo mal nisso, mas isso não é o sentido da minha vida, posso me sentir bem com ou sem isso. Não me sinto superior ao meu próximo por que uso um bom relógio ou visto um terno com um caimento apropriado a minha estrutura física, não me sinto superior por dirigir um bom carro. Não são as coisas que possuímos  ou que usamos que definem quem nós somos, essas coisas devem estar a nosso serviço e não serem o sentido de nossa vida, pois acabam-se, depreciam-se, são corroídas pelo tempo.
Era como se não pertencesse àquela realidade, senti-me um estranho, um estranho às relações humanas, como se não falasse a mesma língua, não vivesse as mesmas experiências, não tivesse nenhum valor parecido. Pude compreender o mito da caverna, a angústia socrática diante da humanidade frívola, o sentimento de descontentamento de Platão.
Pude contemplar de uma maneira pragmática as afirmações positivas de Jó mediante a sua realidade de desgraça. As afirmações de Jesus no texto de João 17. A afirmação categórica de João quando diz que os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque a luz revela suas fragilidades, suas imperfeições, o seu mal. A preocupação do apóstolo Paulo com a igreja embrionária.
Os homens são maus, alheios a razão de existirem, não percebem o propósito de viver essa realidade. Espero em Deus, que a minha existência deixe um legado, algo de útil aos que vierem depois de mim. Espero sinceramente que possa de alguma forma aclarar àqueles que estão a minha volta que a vida tem um propósito ulterior.
Pr. Emerson B.Silva

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O ÚLTIMO ATO DA VIDA


Semana passada estava no velório da minha tia avó, observava as pessoas e os seus comentários, histórias e lembranças a respeito dela, meus tios, tias, primos, estavam sentidos e compartilhavam de uma mesma dor. Não posso mensurar a profundidade dos sentimentos e não me cabe julgar, mas creio que todos sentem a ausência dos ente querido.
Enquanto as pessoas conversavam e compartilhavam suas memórias fui traçando um perfil com relação a minha tia, não dela propriamente, mas dos seres humanos que desenvolvem sua história de vida, onde essa mesma se entrelaça com a de muitas outras pessoas.
Lembrei de sua experiência de vida e dos momentos em que a história dela se entrelaçou a minha, dos momentos que compartilhamos, e embora fosse avançada em dias, não foram muitos momentos, mas sempre marcaram minha vida, sua vida foi intensa, sua história reflete a história de uma pessoa batalhadora, que vencia suas adversidades com fé e com uma força de vontade viver invejável.
O fato é que a vida é como uma peça de teatro é separada por atos, e esses são assistidos, apreciados e compartilhados por aqueles que estão próximos. E embora o tempo dos atos sejam diferentes, uma hora a peça termina, por mais longos que possam ser, possuem um mesmo desfecho.
Não sou uma pessoa que gosta de cemitério, gosto de lembrar das pessoas vivas, fortes e saudáveis, penso que a morte tem o poder de humilhar o homem, trazer à sua realidade a mortalha que envolve seu espírito humano, e que se faz putrefata diante da ausência da alma. Olhando aquele caixão descendo ao sepulcro, pensei, sendo a vida dividida em atos é a morte o último deles.
É claro que creio na vida após a morte, a vida não teria sentido, se acabasse  com a morte. Mas falo desta realidade, falo do cronos, e no cronos a morte é o último ato da vida. É uma realidade na vida de todo ser vivo, que amedronta intimida e frustra os projetos humanos.
O que digo é que a morte é inevitável e todos se encontrarão com ela em algum momento de sua existência, mas o importante é de como você chega ate ela.  Que atos são escritos durante seu tempo sobre a face da terra e qualidade do legado que você deixa evidenciando a sua passagem, pois quando chega o último ato nada mais pode ser feito, encerrou esse tempo, começa um novo, num novo lugar, numa nova dimensão, numa nova realidade. Essa realidade e o destino dos pós mortem e definido aqui, no palco da vida, antes do último ato.