sexta-feira, 20 de setembro de 2013

UM ANO SEM MARIA

Esta postagem era para ter sido escrita a mais de um mês, mas a saudade e a dor de lembrar de sua ausência me impediu de fazê-lo anteriormente, quero que saibam que para mim, ainda que escrevendo esta crônica em memória da minha querida avó, não está sendo fácil.
Há pouco mais de um ano, no dia 13 de agosto de 2012, recebi uma notícia das mais duras que poderia ter recebido na minha vida, embora depois de ter visitado a minha família em Janeiro de 2011, estava a espera, sem querer ouvi-la, fato é que , minha irmã me ligou e me falou da forma mais direta que podia, que minha amada avó Maria acabara de falecer. Uma pessoa boa, querida, que tinha um coração enorme, uma mulher pacificadora - que me fazia a todo tempo lembrar do texto das bem aventuranças,"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;Mateus 5:9". Ela era uma pacificadora, sempre com uma palavra sábia, aconselhava com maestria. - Desculpe, não está sendo fácil - Minha avó é a primeira referência de sabedoria que me vem a mente quando a mesma é pronunciada na minha presença, é também meu exemplo de vida cristã, de amor, de compaixão pelas pessoas e pelas criaturas de Deus.
Tinha alguns defeitos, era teimosa minha velhinha, quando encasquetava com algo não havia quem mudasse seu pensamento, mas até os seus defeitos e exageros eram em função do amor ao próximo.
Sem nenhuma dúvida uma matriarca amorosa que deixou um rastro de amor e honradez por onde passou, seus atos, sua vida, seu discurso, nada podia ser contestado, seu testemunho discorria conforme sua pregação, não havia hipocrisia..
Era a quem recorria quando nos momentos de dúvida e necessidade de aconselhamento. Ligava para ela e sempre tinha uma palavra de Deus para encher o meu coração de paz e trazer a luz de Cristo a minhas arguições.
Sei que não deveria chorar, pois a minha avó está na presença do altíssimo, junto ao seu trono de Glória, mas a saudade não me deixa prosseguir com este.
Em outro momento, espero justificar a escrita deste, mas a saudade - ainda que alegre - que pensei superar bateu mais forte. O mundo ficou um pouco menos, melhor, sem ela.


Deus abençoe a todos!

Pr. Emerson

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