segunda-feira, 18 de março de 2013

O “ANEL DO PESCADOR E O TRONO DE PEDRO”


Muito tem se ouvido falar dessas duas peças que simbolizam o pontificado da Igreja católica, à duas semanas atrás estavam resolvendo o que fariam com o tal símbolo do papado e quem seria o substituto do trono de Pedro, o “primeiro papa”. Depois de analisar bastante sobre aquilo que ouvi, pensei sobre qual seria o valor de tal joia e percebi que deve ter um grande valor monetário, pois se trata de uma quantidade razoável de ouro e sabemos que ouro custa caro, então pensei, Pedro era pobre, – para pagar tributo teve que recorrer a Jesus (Mateus 17.24-27) -  e apesar de ter proeminência no desenvolvimento da igreja primitiva, o grande responsável pela Igreja de Jerusalém, igreja oficial dos apóstolos era Tiago, irmão de Jesus. Com todo respeito aos católicos não posso me furtar à verdade. Pedro nunca nem sonhou com a opulência do templo construído de 1503 a 1626, onde tecnicamente está o seu túmulo. Pedro nunca portou um anel, ele era pobre e homem, simples iletrado, ao depara-se com um mendigo na porta do templo, acompanhado do apóstolo João proferiu a seguinte frase: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (Atos 3.6). Pedro nunca aspirou um trono, porque para Pedro o único que merece trono é o Senhor, Jesus Cristo, Pedro não se sentiria digno de ter um trono, ou mesmo morar num castelo opulento, uma vez que a sua vida era pregar o evangelho de Cristo. Pedro nunca se imaginou andando numa limosine papal, ou num papamóvel, ou num papa-avião, Pedro era um homem comum e toda a pompa da basílica que leva o seu nome, foi projeto de homens que aspiraram um trono e seus seguidores que deram continuidade a uma tradição de um tempo de trevas da Igreja Católica. Pedro nunca foi papa e não poderia ter sido, pois a igreja católica foi funda por volta do século IV, quando este, Pedro já havia morrido faz tempo. Pedro nunca foi papa, pois papas não podem casar nem ter família, Pedro era casado, tinha família. “E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre.” Mateus 8:14  Como visto, Jesus curou a SOGRA Pedro e só tem sogra quem é casado. Embora a referida Igreja requeira sua criação a partir de Jesus, ela foi criada por Constantino, este, depois de cansar de matar cristãos e vê-los se multiplicar assustadoramente, resolveu unir a Igreja ao estado, relatando um sonho contestável, e tornando-se o maior líder da Igreja (o Papa, o primeiro papa). Toda a opulência que cerca a dita basílica de são Pedro é extremamente contrária a tudo que a Bíblia fala a respeito do apóstolo Pedro, um grande evangelista, que vivia daquilo que lhe era ofertado, e devotava a sua vida a pregar o evangelho de Cristo, o único senhor e salvador. O tal anel do pescador, que morreu pobre e crucificado, segundo alguns relatos históricos, sua vida, trajetória e ministério não combinam nada com a opulenta posição papal, a verdade é que o pescador nunca usou um anel, e nunca sentou num trono. O Pedro, apóstolo de Cristo, jamais sonhou que seu nome seria usado para tais propósitos. Vamos enxergar a verdade e não viver iludidos por uma mentira.

Deus abençoe a todos.

Pr. Emerson

sexta-feira, 15 de março de 2013

UM HOMEM SEM FÉ É UM HOMEM SEM ESPERANÇA DE FUTURO.


Apesar de jovem, não tão jovem, mas ainda jovem, tenho aprendido muitas coisas na vivência com as pessoas, o ministério pastoral nos favorece no que tange ao relacionamento e conhecimento do caráter humano. Podemos de forma mais simples compreender a alma e traçar às vezes o próprio perfil de personalidade do indivíduo. Em cima disso pude observar e traçar um desenho do que vejo no contato do indivíduo com sua alma.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem. Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho. (Hebreus 11.1e 2)

Um homem sem fé é um homem sem expectativa de futuro, pois se rende facilmente diante das adversidades da vida, concentram o seu foco no problema, excluem Deus de suas vidas e são declarados por sí mesmos como fracassados que casaram de lutar. Talvez realmente o sejam, pois se se consideram perdedores, se dão por encerrado o fluxo da vida realmente já morreram e não precisam mais fazer algo de útil em suas vidas, pois perderam seu significado.
A vida de um homem sem fé é fundamentada na matéria e por tanto quando esta se vê ameaçada o espírito ou a alma são destruídos, enfraquecidos pelo corpo que pode passar por circunstâncias contrárias uma vez que é perecível.
Um homem sem fé não tem significação porque tudo que é e faz é passageiro e já não é, são homens que vivem a doce ilusão da imortalidade e que quando se deparam com a realidade da morte desistem da vida, pois já não mais podem ver algum futuro.
Como fazer projetos? Como planejar o futuro se o corpo padece da enfermidade mortal? Todos nós somos em suma enfermos mortais, nosso corpo está destinado a perecer, mas a alma vive e vive para sempre, o destino de sua alma na eternidade depende de um salto de fé, a duração de sua alegria e regozijo ou da sua dor dependem única e exclusivamente de um salto de fé, de olhar para o futuro invisível e imaterial, do qual nossos olhos mortais fadados ao perecer não podem vislumbrar.
Ainda que pareça antagônico, a morte é parte da vida e os problemas parte da solução, mas não se vê isso com olhos mortais, isso só pode ser observado com a alma, como o conhecimento metafísico, com os olhos da fé.
Abraão morreu sem ver Jesus, mas morreu crendo na sua finda e o seu corpo mortal não contemplou a Cristo, mas, sua alma o contemplou sim. O próprio Jesus diz isso ao citar os nomes dos patriarcas e dizer que Deus não é Deus de mortos, mas, de vivos.
Assim é a fé, os homens que desfrutam da fé não conhecem a derrota, mas ainda que mortos no corpo, contemplam a vitória com suas almas, rumam sempre em frente, sempre vivendo o presente e fazendo planos para o futuro, pois senão chegarem lá está resolvido. O fato é que homens de fé não desistem de viver, mas vivem tudo que tem pra viver, até responder ao Criador o chamado eterno da vida, a morte.

Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O PROPÓSITO DO JUÍZO FINAL

A Bíblia realmente possui textos de difícil interpretação, alguns geram polêmicas e outros geram argumentações equivocadas baseadas na não compreensão do seu contexto ou mesmo no intuito de manipular a vida das pessoas e relega-las a um futuro incerto e despropositado. Em virtude disto gostaria de falar de um destes temas abordados pela Bíblia, o Juízo Final, por muito tempo tive uma visão distorcida daquilo que a Bíblia revela sobre o tema, imaginei como muitas pessoas que após a volta de Jesus, seria estabelecido um tribunal e Cristo estaria nos defendendo e o inimigo de nossas almas nos acusando. Talvez isso deva-se ao fato da ideia cartólica de purgatório, em muitas religiões fala-se de um lugar onde as pessoas aguardarão o seu julgamento, a fim de conhecerem sua eternidade.
A Bíblia nos mostra outra realidade, realmente temos um advogado nos céus, Cristo intercede por nós junto ao grandioso Deus, mas essa compreensão não é tão simples, a Bíblia fala que Jesus é o justo Juíz? E aí? Ele advoga e julga? Como é isso? Bem isso é um outro artigo. O juízo de Deus já foi estabelecido sobre todos os homens, os versículos 16,17 e18 do evangelho de João revelam-nos isto, Cristo veio estabelecer o juízo de Deus sobre toda a Carne. Bem se o juízo de Deus está estabelecido sobre a humanidade qual a razão de se ter um juízo final?
Bem a finalidade do Juízo é revelar, e não mudar a condição de quem comparece perante ele. Todos os homens comparecerão ante o tribunal e Deus e serão informados do porque de seu destino final, perceberão que a possibilidade de um final feliz estava aberta a todos e que era necessário apenas uma atitude de fé. Um outro propósito do Juízo é galardoar aqueles que comparecem ante ao tribunal. ou seja, cada um receberá a sua recompensa, o justo a justiça e o ímpio a pena, a verdade é que todos conhecerão em profundidade aquilo que a bíblia já nos mostra, a função do galardão, é um assunto que ainda preciso trabalhar, merece destaque especial em um artigo só para ele. Mas o juizo, só nos server como revelação e não muda o nosso destino final, a bíblia deixa claro que nesse tempo é que definimos a nossa morada eterna. Nosso destino eterno é definido na terra (Lucas 16.19-31). Vindo depois disso o Juízo (revelação). A Bíblia não dá em nenhum texto bíblico que conheça, a esperança de que depois da morte alguém possa mudar a sua condição diante de Deus, muito pelo contrário, nos mostra que o propósito de estamos aqui é exatamente de definirmos nossa eternidade.

Deus abençoe a todos.

Pr. Emerson

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CRACK, UM PROBLEMA DE SAÚDE COLETIVA, OU FALTA DE HUMANIDADE.


Estamos acompanhando a desesperada e ostensiva campanha da prefeitura do Rio de Janeiro para internação compulsória de viciados em crack que se encontram espalhados pelas praças, viadutos e avenidas da cidade maravilhosa. A pergunta que se deveria fazer nesse momento é: “Só agora a sociedade constituída, os poderes públicos, a saúde coletiva, se deu conta da existência desse quadro?” O número de viciados em crack cresce assustadoramente faz muito tempo, os acúmulos de pessoas nesses locais não nasce da noite para o dia, são anos de descaso público, são anos de indiferença, agora, perto de dois grandes eventos mundiais, os poderes resolvem “ajudar” as pessoas perdidas no consumo de crack. Qual a verdadeira intenção por traz disso? Trata-se de uma epidemia, que destrói todo tipo de gente, de todas as classes sociais, o problema deixou de ser da família e passou a ser do Estado? Por que só agora? Será que depois de passar a Copa do Mundo e as olimpíadas, o governo manterá seu interesse no “bem” dessas pessoas? Estará o governo do município e o estado preocupado em ajudar as famílias a recuperarem seus entes queridos? São uma ameaça à sociedade ou a imagem dos ricos empresários que vão lucrar com a chegada de muitos estrangeiros a cidade para acompanhar tais eventos. Deveríamos nos questionar se o consumo indiscriminado de crack e a constituição de uma sociedade a margem da sociedade não se trata de uma atitude de indiferença, e desamor à vida, o apego pelo indivíduo, pelo ser humano, ou um simples problema de saúde da população.
O problema não será resolvido com internações compulsórias de dependentes, pois sempre haverá novos consumidores de crack, é evidente que o tratamento não é 100% eficaz, e que poucos dos muitos mandados para tratamento realmente se livram da dependência. Tenta-se apagar um incêndio de grandes proporções jogando água nas pontas sem acessar o foco e conter a sua fúria, esta a verdadeira causa do problema que alimenta o fogo, apaga-se um pouco e volta acender.
Se verdadeiramente houvesse interesse em mudar o quadro, se desejassem realmente ajudar ao invés de “ajudar”, poderiam sim conter o verdadeiro foco, é preciso combater o foco, o tráfico de drogas e não se faz isso apenas usando o aparelho de repressão do estado, é preciso muito mais do que isso, é necessário uma mudança de caráter do indivíduo para que o traficante não deseje ser um marginal e deseje ser um membro produtivo da sociedade, para tal é necessário que os poderes públicos invistam na reconstrução do indivíduo, isso é possível, há recursos para fazê-lo, mas não existe disposição para tal.
Para que haja mudança de caráter é necessário, convencer as pessoas que o crime não compensa, é necessário formar um caráter moral com valores bem definidos, pregando o amor ao próximo, dando o devido valor a vida, isso só é possível com educação, saúde, alimentação, vestuário e lazer. Não se resolve um problema desses criando depósitos de gente (Clínicas para tratamento), cheios de desamor e indiferença, apenas procurando esconder um estado putrefato de doença e marginalidade. É preciso valorizar as pessoas e não a imagem. As pessoas são mais importantes que a imagem, que o consumo, que a economia, tudo deveria ser feito em prol de se criar cidadãos honestos, não por imposição da força, mas pela consciência moral do indivíduo que deve ser constituída por valores verdadeiros e não fúteis e passageiros, mas isso é um discurso superado, vamos erradicar a miséria escondendo debaixo dos trapos nossas pústulas morais. Enquanto não houver consciência coletiva, problemas como esse não serão resolvidos, mas sempre se estenderão corroendo como um câncer a sociedade hodierna, até que não haja mais nada para corroer e aí tudo venha a ruir, e das ruínas tente se levantar uma nova sociedade, mentecapta e doente que culminará numa nova ruína.
Que as pessoas possam consultar suas consciências e cobrar do poder público aquilo que é o certo o direito, que a sociedade não troque seu voto por favores que na verdade são direitos de todos os cidadãos, sejamos um país de homens e mulheres descentes e não hipócritas indiferentes às necessidades do nosso próximo. Senão veremos novas e novas cracolândias nascerem por todos os lugares, estados e cidades do país, e veremos filhos e filhas relegados ao relento e a destruição de sua dignidade e vida. É preciso colocar a mão na consciência rápido e se manifestar logo, pois o tempo urge quando não se pode fazer mais nada, e só o caos e o colapso resolverão.
Deus abençoe a todos.
Pr. Emerson

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O INFERNO E A VOLTA DE JESUS

Nunca foi meu propósito ao criar esse espaço, falar unicamente de assuntos teológicos, o objetivo sempre foi relatar a teologia através do comportamento humano, mas depois de analisar como as pessoas vêm a ideia de céu e inferno, resolvi me dedicar a gastar um tempo pra explicar, ou apenas relatar a ideia original de inferno e suas características como descritas na Bíblia Sagrada, o livro que pelo que pude perceber, apesar de ser o mais vendido em todos os lugares do mundo, é o menos lido. Então novamente através do comportamento humano, daquilo que é externado em conversas, filmes, séries, programas de humor, gostaria de falar em linguagem direta como o inferno é descrito e o que representa segundo os dizeres bíblicos, estes, que tanto preso e defendo, pois pauto minha fé e minha convicção neles.
1 - O INFERNO NÃO É UM LAGAR DE DIVERSÃO E PERVERSÃO GOVERNADO PELO DIABO. O inferno é um lugar de sofrimento e castigo eterno, onde o a presença de Deus causa sofrimento a todos que habitarem o inferno. O inferno como descrito nas páginas da Bíblia é um lugar e também um estado, o sofrimento não necessita necessariamente de corpo, o terror psicológico e a necessidade de ter suas necessidades psíquicas privadas podem causar dor irremediável. Foi preparado originalmente para o diabo e seus anjos - palavras do próprio Jesus - , só ELE (Jesus) tem o poder de lançar as pessoas no inferno, tanto a alma quando o corpo. (Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Mateus 25:41Como pode se ver a imagem figurada em programas de TV, Séries e filmes não reflete uma realidade, o diabo e seus demônios estarão sofrendo no inferno junto como todos os homens que o mesmo conseguir arrebanhar para levar com eles. Não tem bebidas, mulheres, música, dinheiro, e farra infinita. Tem, implorar para morrer e não conseguir. É o lugar onde a presença de Deus causa dor, dor que não se pode suportar ou mesmo cessar.
2 - TODO HOMEM NASCE MORTO E CONDENADO AO INFERNO.  (Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:23 / Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23) Todos os homens estão separados do amor e da misericórdia de Deus, por causa do pecado da raça que em outra oportunidade vamos explicar mais claramente, já nascemos em estado de condenação e caminhamos rumo ao infernos, dando vazão ao que a Bíblia chama de pecado e nos afundando nos nossos desejos e paixões. Por causa da dívida com Deus, todos os homens nascem destinados a esse lugar de dor e sofrimento. A única forma de ser justificado, perdoado e alcançado pela misericórdia de Deus é por vontade própria receber o milagre da vida em Cristo Jesus. Parece simples mais não é pois está incluído no escopo abandonar o pecado, as paixões infames - Entenda-se por paixões infames, todo tipo de perversão humana ( consumo de álcool e drogas, perversões sexuais, crimes, violência, sentimentos de inveja, ódio, dolo, etc) -  e entregar-se a algo oposto a natureza corrompida pelo pecado, nada fácil ao homem natural. Por isso o único meio de livrar-se deste destino é aceitando a dádiva de Deus em Cristo Jesus (Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus João 3:16-21)
Doutro modo já recebeu sua recompensa.
3 - A VOLTA DE JESUS. Outro grande equívoco do imaginário popular trata da volta de Jesus, um grande problema do entendimento deve-se ao fato das pessoas entenderem que terão uma nova chance quando Jesus voltar. talvez tal fato se deva a uma incompreensão em entender o Juízo Final segundo os moldes bíblicos, mas o fato é que Jesus não vai voltar pra salvar ninguém a Bíblia relata que Jesus virá para fazer sua colheita e separar Joio do Trigo, ou seja, separar aqueles que no decorrer de sua vida terra creram em seu nome, no seu sacrifício vicário e levá-los consigo para o céu, depois lançar "fora" no inferno, todos aqueles que desprezaram a sua misericórdia e invalidaram o seu sacrifício nas suas vidas. Apesar das brincadeiras do imaginário humano o inferno é algo sério que deveria ser levado em consideração, pois todos os que desprezam o amor de Deus estão destinado a estar lá. É uma questão de justiça. Exigência da Lei, que podemos argumentar em outro artigo, pois de outro modo ficaria extenso demais.
Espero que tenha esclarecido e que de algum modo este possa ajudar a sua vida, qualquer coisa, estou a disposição para maior esclarecimento. Afinal, nada é tão simples quanto complexo na teologia.

Deus abençoe a todos.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

FERROLHO EM PORTA "ARROMBADA"

Há uma semana o Brasil vem se comovendo com o ocorrido com as vítimas da boate Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul, nesta mesma semana temos visto uma grande mobilização das autoridades competentes para realizar grandes diligências para averiguar todas as casas noturnas, bares, teatros e outros locais que recebem grandes números de pessoas. Nesse tempo tenho refletido sobre responsabilidades e acho que a opinião pública está longe de olhar para os verdadeiros culpados da tragédia. É claro que o produtor que  soltou um artefato pirotécnico dentro de um local fechado é um irresponsável, não é preciso ser muito inteligente pra perceber isso, é claro que os donos da boate também são responsáveis, pois com certeza usaram de algum subterfúgio para manter sua boate em funcionamento, pois não acredito que um lugar que recebe uma multidão possa ter apenas uma porta de entrada e de saída, mas acho que o grande responsável pelos 236, 236, 236, 236 MORTOS até agora, é o poder público, o poder público é reconhecidamente negligente e incapaz de cumprir a sua função na sociedade, além da corrupção que assola esse país, o descaso das autoridades em cumprir o seu dever é ponto pacífico, todos concordam, e quem é vitimada é a sociedade que apática aceita que se faça da mesma um motivo de chacota e de descaso. Precisou que 236 pessoas, seres humanos, filhos, maridos, esposas, trabalhadores, pessoas de bem, morressem para que as autoridades fizessem o que deveriam ter feito bem antes, para que casos como esses fossem evitados e todas aquelas, mães, esposas, irmãos e irmãs tivessem seus entes queridos próximos a sí.
Se o poder público tivesse cumprido o seu dever, todas aquelas famílias não teriam que chorar seus mortos, não precisaríamos de uma grande comoção e mobilização internacional para atender feridos, no nosso deficitário e podre sistema de saúde. Para infelicidade geral da nação o poder público brasileiro só reage quando as coisas ficam incontroláveis, todos os olhares estão voltados para essa tragédia, que logo cairá no ostracismo e as autoridades competentes retornarão a sua inércia, assim como o grande aparato bélico utilizado para conquista de territórios controlados pelo tráfico de drogas no Rio de Janeiro, a internação compulsória de usuários de CRACK, no Rio e em São Paulo, grande número de viciados que se proliferaram, a luz do dia nos centros das grandes cidades, diante dos olhos apáticos das autoridades públicas de saúde e segurança. Cansei de ver jovens morrerem nessas férias pelo descaso com a saúde pública em várias capitais e cidades do País, só se falava da falência do sistema público de saúde, e as providência tomadas, depois que pessoas inocentes, cidadãos brasileiros que pagam seus impostos e são oprimidos por um sistema corrupto e irresponsável viam seus filhos morrerem pelos descaso das autoridades de saúde pública do país, que via de regra sempre encontra um bode expiatório.
O mais interessante de tudo isso é quando essa comoção acabar, quando passar essa onda de sensacionalismo da mídia, tudo volta ao ostracismo, todos estes fatos são varridos da memória coletiva da sociedade e ficam restritos àqueles que perderam seus entes queridos. Cito o caso do menino João Hélio, que foi comido pelo asfalto nas ruas do Rio de Janeiro, quando sua mãe foi vítima de uma assalto e teve seu carro roubado, e o menino ficou preso no sinto de segurança do carro, do taxista que enquanto trabalhava abriu espaço para a polícia que confundiu a alguns metros de si o carro de sua esposa e metralhou vitimando a sua esposa e seu bebê. A menina que foi baleada na saída do metrô e teve sua vida ceifada aos 12 anos de idade, a pobre Isabela Nardoni que foi vitimada pelo próprio pai, os jovens que foram chacinados nas comunidades que moravam por atravessar um território que deveria ser do Exército Brasileiro e por causa de Ongs e ambientalistas estava entregue ao tráfico de drogas. Isso é Brasil, essa é a realidade, chega o carnaval e todos esquecem as desgraças da vida e o poder público volta a sua inércia até que venha a próxima tragédia, até que muitos morram, e depois de um tempo fiquem restrito a memória de seus entes queridos. Porque no Brasil, só se coloca "ferrolho em porta arrombada", depois que o "ladrão" invade, mata, e ceifa tudo que pode, e deixa a porta arrombada, depois de perder se coloca o "ferrolho", depois se esquecem de fecha-lo. Depois tudo fica no esquecimento e a memória coletiva é apagada, então só nos resta rogar a Deus que não sejamos nós a próxima vítima, da próxima atrocidade, que por causa do descaso das autoridades, visita a memória coletiva e cai nos ostracismo popular.

Que Deus nos abençoe.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A ONDA

Ontem saí em busca das ondas, dei uma checada na internet e como a ondulação estava de sul, vi que a melhor opção era a Praia Grande em Arraial do Cabo, dependendo da ondulação e da posição do vento elas podem ser as ondas mais perfeitas da região. Comigo não foi diferente, peguei o carro e preparei o equipamento e segui para o Arraial do Cabo, chegando lá sozinho e examinando as condições do mar, pensei em retornar, sem nem entrar no mar, mas afinal, tinha gasto tempo e combustível, ia retornando, mas parado a contemplar o mar vi uma galera que se esbaldava, então pensei comigo: "vou pegar umas intermediárias pra não passar batido", então fechei o John e parti pro mar, fiquei no meio do caminho, as intermediárias estavam cheias e grandes, também com alguma força. Peguei uma dessas e não foi muito legal e ela fechou rápido e me derrubou, retornei então e fui entrando, passei algumas ondas de tartaruga e afinal minha prancha não é pequena. Fui remando, passando as ondas, quando dei por mim estava na zona do perigo, na zona da arrebentação, remei, remei, e nem senti que tinha chegado lá, fiz força, remei para entrar em algumas ondas mais fortes, ondas da série, e não consegui dropar, voltei então pra dentro e esperei um pouco mais, senti-me um pouco cansado, mas não tinha com sair daquelas ondas sem ser sobre elas, tava um pouco pesada nas séries, então esperei, descansei um pouco e de repente, quando olho pra traz, vem ela, linda, com parede, com força, explodi na remada, subi na prancha, dropei  a onda, subi até o lip, dei uma batida, desci e voltei na junção pra finalizar a onda, perfeita, linda, maravilhosa, meu desejo era voltar e pegar utras ondas, mas estava cansado, senti um mal-estar, então pequei uma espuma e segui pra praia, peguei a prancha meio ofegante, quase sem respirar direito subi até a calçada, e sentei num banco. Tornei a respirar e abaixei a parte de cima do john, mas só conseguia pensar na onda fantástica que tinha pegado. Só peguei praticamente uma onda, mas foi a onda, valeu por todas que peguei no último mês, estou logo pra voltar lá, com o mar nas mesmas condições e quebrar tudo. Na vida, o que conta não é a quantidade de momentos que você vive, mas a qualidades destes momentos, você pode viver um ou poucos momentos especiais, mas o importante é como esse momento vai repercutir na sua lembrança. Não sou surfista profissional, não tenho essa ilusão, mas uma onda grande, bem surfada, é fantástico.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Silencio, Indignação, Vergonha....

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A COMPLEXA SIMPLICIDADE DA VIDA

Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. 
Marcos 10:14


No sábado, dia 08 de dezembro deste, após uma busca frustrada pelas ondas, voltei para o clube e juntei-me a família para aproveitar o belo dia de sol que o Senhor nos proporcionava, e como sempre a refletir sobre a vida - coisa que faço todas as vezes que me encontro a contemplar meu filho e sua alegria por estar na piscina - observei uma menina que segurava o seu brinquedo à beira da piscina infantil, e a partir de seu gesto ingênuo, viajei pelo campo da filosofia a elaborar minhas impressões com relação a forma pura, sem maldade, inocente com que as crianças brincavam, e aproveitavam o máximo a alegria do momento, crianças saudáveis, bonitas, e que sem nenhuma pretensão posterior da vida desfrutava do seu momento de lazer.Rapidamente passei da filosofia à teologia, e então lembrei das palavras doces e profundas de Jesus em um dos textos bíblicos, quando em meio a multidão que o apertava em busca de seus desejos pessoais, crianças buscavam a sua presença e os seus discípulos as impediam e Jesus bradou com eles para que não as impedissem pois delas era o Reino de Deus.
Diante desta percepção comecei a conjecturar em suas atitudes o poder de tal afirmação e percebi algumas coisas que alisto abaixo:

Sua doçura - As crianças, embora os seres humanos sejam complexos, possuem uma doçura, uma simplicidade assaz grandiosa, que ilumina o ambiente, traz alegria de contemplar a suas vida, não há amargor, não há máculas, sua saúde psicológica e física ainda não foram abaladas pelos problemas e complexidades da vida, sem sorriso é verdadeiro, não esconde nenhuma perfídia, seu único intento inconsciente é celebrar a vida, e distribuir a vida a sua volta o seu esplendor.

Sua ingenuidade - cercada pelo perigo e mal que os homens podem fazer - vivemos um momento triste e imoral da sociedade humana, onde homens perversos tem abusado da sexualidade infantil - brincam sem se preocupar com sua própria segurança, sem pensar no amanhã e na consequência futura de suas atitudes, apenas vivem o momento sem saber quando esse irá acabar ou ser interrompido. A vida e simples e não tem porque não sê-lo.

Seu vigor -  criança não cansa, não deprime, criança vive com todas as suas forças, nada lhes parece impossível, chegam muitas vezes a ignorar até a lei da gravidade, gastam sua energia sem se deixar abater pelo tempo, demostram a coragem e ousadia que o tempo e as imposições sociais lhe tirarão, ao chegar dos anos. Sua força é para vida, não para limita-la mas para usufruir dela e de tudo que o Senhor concede.

Analisando de tal forma percebi o quanto as ignoramos, desprezamos seus sentimentos e destruímos a sua pureza, complicando a cada dia as suas vidas, destruindo laços de amor e confiança, maculando a relação paternal, com desrespeito a tudo que representam. É preciso entendê-las, respeita-las e cuidar delas, como um tesouro que pode ser gasto com o tempo, precisamos mantê-las ousadas, vivas, sonhadoras, sem que isso as impeça de conhecer a realidade, o fato é que a realidade pode ser um sonho, e alguns conseguem cumprir tais objetivos, ainda que parcialmente. Passam pela vida e deixam um legado.

O que Jesus dizia é que a vida deve ser observada sob a ótica das crianças, pois dessa maneira conseguiremos ver a Deus e a maneira como olha para nós e nos ama e como é capaz de cuidar de nós.

Deus abençoe a todos.

Pr. Emerson

terça-feira, 27 de novembro de 2012

UM PEQUENO GIGANTE

Até dia 24 de novembro de 2012 fui um dos pastores de um grande homem, pequeno em estatura, mas de um imenso coração, homem firme em suas convicções, voltado para uma adoração verdadeira, e um grande amor a Cristo e a sua obra. Fui um de seus pastores até o dia 24 de novembro porque ele não se encontra mais conosco partiu para glória, e mesmo não podendo julgar a salvação dos outros, creio que o seu testemunho fala por sí.
Irmão Orgelino Quintanilha Pires, era um marido exemplar, um pai de família amoroso, e um grande homem de Deus, seu compromisso com Cristo e sua obra, o amor e o respeito que tinha para com seus pastores e posso dizer isso, pois mesmo sendo um garoto para ele, se dirigia a mim com Sr. " oh! Pastor o senhor precisa vir almoçar comigo!", o tempo passou e não consegui experimentar a galinha que a irmã Luzia prepara, mas da sua vida e dos breve seis anos que convivi com ele vou levar pra vida algumas lições.
A alegria - sempre com um sorriso no rosto e um forte aperto de mão, ele vivia seu infortúnio, louvando a Deus e pregando a palavra para todos que estavam a sua volta, um vez fui visitá-lo no hospital para consolá-lo e sai de lá feliz, a princípio não me reconheceu, confundiu-me com um de seus filhos, brincou comigo, cantou e sorriu. contou-me histórias de sua vida, nem parecia estar num leito de hospital, sai impressionado com sua fé e com sua alegria.
A generosidade - o irmão quintanilha era um homem generoso que se preocupava com o bem estar das pessoas, não apenas o de sua família, mas também dos outros, orava pelas pessoas e preocupava-se com sua salvação, falava de Jesus a todos os que encontrava pelo seu caminho, não perdia tempo, amava a todos, sem com isso deixar de confrontar o pecado, coisa que fazia claro, pregando um evangelho verdadeiro, era um estudioso da bíblia.
Seu compromisso  - um homem comprometido com Cristo com sua obra, era um servo fiel que ouviu palavras doces em seu encontro com Cristo, não faltava a EBD, já lecionou nela, estava presente nos cultos e sua oração era uma oração que nos trazia paz, era misericordioso e sabia orar a Deus, participava de tudo que podia, sem reclamar, sem colocar impedimentos era um exemplo de vida cristã e tinha 83 anos.
Seu testemunho - a vida pra ele era um dom de Deus, sua família, uma benção, amava seus filhos, netos, bisnetos, genros, noras, seu coração era pra família, seu amor deles, amor refletido no carinho e no cuidado que era dispensados a ele e sua esposa pelos seus filhos. Um homem que vivia pra sua família, um homem de Deus que procurou criar seus filhos no caminho do Senhor e arrebanhar todos os que conseguisse pelo caminho.
Registro aqui o meu carinho e minha amizade a este que como um gigante de pequena estrutura e com seu carinho para comigo, consegui conquistar a minha admiração e o meu respeito. Sentirei Saudades!

Pr. Emerson Brasiliano

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

COM CRISTO NO PARAÍSO


Texto: Lucas 23.43
Introdução
A esperança de vida futura por todos os homens em todas as religiões -  Todas as religiões no mundo pregam, ou tem esperança de uma vida futura, uma vida pós morte, talvez por alguns julgarem ser essa uma forma de minimizar o impacto que a morte tem sobre a vida do homem, pois via de regra todos os homens temem o momento em que se confrontarão com a morte, a morte é uma certeza da vida, e sem dúvidas nenhuma se encerra um ciclo. 
Aquele ladrão que se apresenta ao lado de Jesus na cruz, no monte calvário, externa sua esperança em uma vida futura que ultrapassa a temporalidade presente e transcende a eternidade, esta esperança não se dá só no fato de que respiraria ares de vida após a morte, mas que essa vida futura seria antagônica a presente que se encerrara naquele momento.
 A ansiedade e o medo da morte por causa desta incerteza. - Essa vida futura, ou a incerteza da mesma , causa no homem um certo pavor, uma ansiedade o toma quando do passar do tempo, a partir de uma certa idade ou diante de algumas circunstâncias da vida todos temem a chegada dela que é o maior inimigo da humanidade, pois humilha e diminui o homem, até os que negam a existência de um pós morte ou a realidade de uma eternidade iminente diante da morte, o fazem por medo, pois para eles é melhor encerrarem seu tempo dentro daquilo que conhecem do que viver uma vida antagônica a que viveu.
Mas o fato é que aquele homem na cruz, ainda que não compreendesse toda a profundidade de partilhar um infortúnio com o próprio Deus, apesar de homem, reconhecia a soberania de Cristo sobre a morte, "Lembra-te de mim quando entrares no teu reino",O que tem que se levar em conta é que 
F.T. Cristo garante que...
I –  A VIDA FUTURA É UMA REALIDADE.
Ø  Começa dizendo amém. Que nesse contexto quer dizer verdadeiro, algo realmente concreto, incontestável, indubitável, puramente e verdadeiramente sólido, irrefutável; Jesus usa a palavra amém que em via de regra é conhecida como: Assim Seja, e a usa para dizer Verdade, como algo absoluto, que não se pode contestar, que você crendo ou não é concreto e vai se consumar inevitavelmente, Jesus está afirmando que existe sim uma vida futura, e que essa vida não tem fim, e que para se chegar até ela se faz necessário passar pela morte, ainda que na bíblia haja relato de homens que não viram a morte, Pelo menos no sentido de morte que nós conhecemos.
Ø  Verdade é fundamento básico da essência divina (João 14.6) “Eu sou a verdade...”. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará... Verdade leva a libertação, das angústias, das prisões, das convenções, do martírio, da tristeza, da infelicidade; A Bíblia enfatiza em todo o seu conteúdo que verdade faz parte da essência de Deus, de sua natureza, de seus atributos, a verdade em Deus é algo absoluto, verdadeiro, essa verdade é capaz de trazer ao homem a libertação de suas prisões, estas outorgados pelo pecado que assola impiedosamente a humanidade perdida. Você é liberto de sua natureza má, e pode sentir-se bem consigo mesmo e com o próximo e por conseguinte com Deus.
Ø  A vida futura é uma realidade que traz paz, prazer, alegria, regozijo. A verdade está diretamente relacionada a Deus. A vida prometida por Jesus, baseada na verdade traz paz, a mentira, a omissão traz a angústia, pois nos colocamos presos a sentimentos reprováveis, somos cativos dos nosso medos, do arrependimento, e isso causa a dor, a verdade alivia a vulnerabilidade e a fragilidade da vida, fazendo assim que diminua a pressão de nossa vergonha diante de Deus e dos homens, a vida com Jesus é uma vida onde reina a paz, o seu reino é um reino de paz aspirado e desejado por todos os homens.
II – COM ELE A SALVAÇÃO É UMA REALIDADE IMEDIATA.
Ø  Sémeron – Hoje, Agora,  ainda esse dia,, antes do cair da noite. Estavam diante da morte, o que representa para o homem o fim, mas naquele momento Jesus falava de uma vida que transcendia a morte iminente; Jesus promete ao ladrão da cruz que o seu martírio a sua luta e o infortúnio da sua vida cessariam ainda naquele dia. Ele garante aquele homem que ele não haveria mais de sofrer, não mais viveria uma vida vil, que o degradava a vergonha, e o colocava a margem da sociedade. Jesus garante que uma nova vida o espera, não amanhã, não num futuro próximo, mas ainda aquele dia, antes que a noite caísse no mesmo momento em que seu olhos fechassem para esse tempo, pois em Jesus está a vida.
Ø  Jesus em sua consciência divina falava de sua atemporalidade, era fechar os olhos e estar com ele no Paraíso, não precisaria esperar mais nada. (Jesus já havia dito isso a Marta irmã de Lázaro, em João. 11.) Jesus confirma que fechando os olhos na terra, estes são abertos na eternidade. Jesus já havia declarado para Marta no episódio da morte de lázaro que Ele, Jesus, é o Senhor da vida. E que ele pode conceder a vida a quem quiser pois ele é a vida. Todo o que nele crê verá a vida. Nesta consciência divina Jesus era o único que podia dar garantia de uma imediata comunhão com ele na eternidade, e com Ele não existe espera é imediato.
III – O PARAÍSO É UM LUGAR ONDE JESUS REINA ABSOLUTO.
Ø  Está no paraíso, quem Jesus conduz para o paraíso. Não se entra no paraíso sem que Jesus abra as portas e permita a entrada. “O Caminho...” (Jo.14.6); Jesus é o único que pode levar as pessoas ao paraíso, o paraíso é o seu reino e Ele reina absoluto, não divide sua autoridade e soberania com ninguém. Nenhuma pessoa pode ir ao paraíso sem que seja conduzido por Jesus. Ele tem as chaves do céu e só entra quem ele permite.
Ø  Jesus é o único meio pelo qual se chega na morada do altíssimo. O texto de João 14.6 é categórico em afirmar (palávras do próprio Jesus), que ninguém se achega a Deus o pai, que está nos céus sem antes passar por Jesus, ele é o caminho, na verdade o único caminho. Não há outro caminho.
IV – O PARAÍSO É UM LUGAR DE PAZ
Ø  Estar com Jesus e desfrutar do pleno gozo de sua graça. Paradeisoo é a palavra grega para Éden, Éden é lugar de comunhão com Deus (Gn. 3.8). Lugar de desfrutar da sua companhia “... E ouviram a voz do Senhor Deus que passeava no jardim pela viração do dia.” O paraíso é descrito por Jesus como um grande Jardim ou parque, este no caso, morada do altíssimo, e os que se achegarem a ele estarão em comunhão perpétua com Deus, e sua divina presença, lhes garantirá o pleno prazer propagado por sua infinita graça. Aqueles que lá estiverem alcançarão o fim dos martírios da vida presente, pois a paz é plena no paraíso e não há mais dor, não há mais lágrimas, não há mais injustiças, sem dolo,  serão habitantes perfeitos de um lugar perfeito que não pode ser  maculado. A alegria estará e será completa, e não haverá mias motivos para arrependimento, essa foi a graça alcançada por aquele ladrão na cruz, e o seu único ato foi crer na soberania e na autoridade de Cristo.
Conclusão

Para estar no paraíso com Jesus é necessário agir como aquele ladrão na Cruz, crer que Jesus é o único que dá garantias que o céu existe e que é lugar onde se pode estar após a morte, essa é uma realidade concreta e não uma ilusão, uma fuga da realidade. Crer na garantia de Jesus de ao morrer você estará com Ele em uma outra realidade, imediatamente, não amanhã, não depois, mas no momento em que confiar nele e fechar os olhos estará com Ele no paraíso. Crer e aceitar que Jesus é o único caminho para se estar no paraíso, não há atalhos, não há outro modo de ir que não seja através de Jesus. Entender que no paraíso com Jesus é estar em lugar de íntima comunhão com Ele, um lagar de paz que traz uma realidade antagônica a que vive, muito melhor, infinitamente melhor, para isso você só precisa tomar uma decisão.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O EXEMPLO MALALA

Na última semana a menina Malala foi vítima de uma violência descabida e com fulcro na intolerância religiosa, embora a religião não possa ficar de fora das relações humanas, pois esta não nos permite ausentar-se dela, uma vez que algo intrínseco a existência humana, o aspecto que quero abordar tem haver com a causa e não com a religião.
Muitas pessoas poderiam questionar o porque essa menina tão nova que simplesmente poderia recolher-se dentro de sua casa, tornar-se mais uma refém do medo, como grande parte da população mundial nos dias atuais, enfrentou uma facção violenta e intolerante, pelo direito de estudar e aprender? Bem, podemos comprovadamente observar que Malala tem uma causa e quem sem essa não vale viver, ou seja, na sua atitude prática mais vale morrer por uma causa do que permanecer vivo sem uma causa. Esta, a causa, dá sentido à existência humana, não se pode viver refém do medo, submeter-se apaticamente a ele, torna-se enquanto homens, zumbis, pessoas sem propósito, de existência prática inexistente, inútil.
Malala não estava envolvida em movimento político, ela apenas tinha sede de aprender, em momento nenhum passou por sua mente enfrentar o tão temido talibã. Malala só queria buscar o conhecimento se desenvolver enquanto ser humano, e tornar-se uma pessoa melhor, alguém que a ignorância não cegaria a ponto de matar. 
Atentar contra a vida sempre foi considerado nas culturas ocidentais e mais evoluídas, um ato de um bruto. Um bárbaro inconsequente que não tem a capacidade de valorar uma vida. A questão é Malala é um exemplo de que não vale a pena lutar por uma causa e que vale a pena acovardar-se diante dos brutos, que não tendo uma causa ou como argumentar em defesa dos seus princípios, matam àqueles que pensam e exercem a sua essência humana? Ou Malala é um exemplo a ser seguido que luta para manter seus ideais com a única arma que possui, uma mente evoluída que vê além do que os seu olhos podem mostrar?
O que mais vale ao ser humano, morrer por uma causa e viver intensamente a sua vida a fim de lutar por seus ideais, ou se render a violência, a brutalidade e a ignorância, anulando a sua personalidade e se escondendo da vida por medo dos brutos?
Jesus diz nas Sagradas Escrituras que aquele que for fiel ainda que seja preciso morrer pela causa do evangelho, receberá de suas mãos a coroa da vida. 
Essa é a questão da vida, a vida por uma causa, ou vida sem uma causa?

Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

DEPOIS DA ÚLTIMA AVENTURA


Depois que registrei aqui minha grande aventura na tarde do dia 21 de setembro de 2012, já estive no mar várias vezes, na verdade tenho aproveitado muito as ondas, tirei um período de descanso de minhas atividades eclesiásticas e estou caindo praticamente todo dia, não registrei aqui, pois foram dias normais em que nada de especial aconteceu. Sou um cara que está sempre em busca de novos desafios e confesso que tenho muitos, é difícil chegar e cair no mar, as vezes o tempo é cronometrado e em alguns dias as coisas não contribuem para que seja possível. Ainda estou num limbo se abandono as pranchas pequenas e me dedico ao Longboard, ou se as encaro como novos desafios, não sei, ainda estou refletindo sobre isso, a verdade é que o corpo já não acompanha a mente, no long tenho mais tempo e estabilidade pra desenvolver o meu surf.
Mas a verdade é que quando mais jovens desisti de muitas coisa em minha vida, e de alguns anos pra cá resolvi que não mais o faria, lutar muitas vezes contra a maré cansa, as pessoas que encontramos pelo caminho as vezes são como ondas cheias de espumas, densas, que dificultam o máximo o alcance de nossos objetivos. Ser um surfista solitário as vezes não é fácil, a gente precisa se motivar e encontrar forças no nosso interior, e embora eu saiba de onde vem a minha força interior, as vezes cansa. Prossigo pois sei que o prêmio que me espera é sobre modo excelente, que não tem nada e nem ninguém que possa arrancá-lo de mim, é algo pessoal estribado no único que pode me sustentar diante dos desafios da vida.
Amo o surf, mas como na vida, as vezes é difícil se chegar onde se quer, amo a vida, e na vida as vezes temos que enfrentar correntes desfavoráveis e suportar as adversidades pra chegarmos ao nosso destino. Seja como for, não desista de viver, não fuja do combate, coloque Cristo a sua frente e rompa as barreiras, pois só assim vai chegar ao seu destino, sempre fortalecido, sempre cuidado.
Deus abençoe a todos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

AOS MEUS ALUNOS

Muitas coisas me deixam feliz no dia-a-dia, mas ontem tive um dia especial, creio que não sou alguém muito simpático, meu semblante sempre remete a uma pessoa sisuda e para alguns que não me conhecem transpareço um certo ar de "superioridade" e muitas vezes de "arrogância". Não me orgulho disso e nem me vanglorio. A verdade é que sempre existe um homem por baixo da capa, e esse nem sempre é o que parece.
Obedecendo o texto bíblico "Romanos 13:7 Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.", escrevo essa linhas aos meus alunos que no dia de ontem me fizeram ver que vale a pena investir e buscar oferecer o melhor para as pessoas que amamos.
Cheguei ontem ao seminário despretensiosamente, como de costume para dar minha aula, comecei-a e sempre junto ao conhecimento teórico procuro transmitir uma experiência prática de vida e entendimento teológico, a verdade é que a gente nunca sabe o efeito disso, procuramos como mestres levar o conhecimento, para que os que ouvem o experimentem. Num dado momento, quando retornávamos do intervalo, veio a surpresa, meus alunos, servos dos Deus altíssimo, me prepararam uma homenagem e uma linda celebração dos meus 7 anos de ministério. Comentei com eles, pois alguém perguntou quanto tempo de ministério tinha e falei que completaria 7 anos no dia primeiro de outubro e que estaria com eles em sala de aula. Fui surpreendido.
Deixo a vocês meus queridos e amados alunos, o meu respeito, não gosto da palavra orgulho, pois me soa pejorativa, mas quero dizer que sou um privilegiado, por receber de vocês o seu respeito a sua admiração e sobre tudo o carinho com que me tratam, sou um homem honrado por ser seu professor, tenho a alegria em Deus de ver o que vocês tem se tornado, a maneira como amadurecem no conhecimento de Cristo e na sua vida espiritual.
Vejo líderes, pessoas que não irão se conformar com modismos e emperrar a tarefa da igreja de Cristo, mas pessoas que se comprometem a cada dia mais com sua causa e com certeza irão vibrar com o efeito que o resultado da graça produz na vida das pessoas. Sei que a caminhada é longa, muitas vezes árdua e que em algum momento sentimos que vamos sucumbir, mas não sucumbam, lutem, pois esse é só o princípio da caminhada.
Sou-lhes gratos pela forma como me acolheram em seu coração, a mim e aos meus ensinos, sabendo que o que busco é levá-los a um patamar maior, onde julgo ser o lugar que um dia estarão.  Cristo realmente é soberano e produz a multiplicação de frutos em suas vidas. Minha luta é para que vivam o ministério para o qual foram chamados a partir do momento em que aceitaram o seu chamado, pois o preparo já faz parte do ministério. Gostaria de proferir tais palavra em sua formatura, diante de suas igrejas, para que percebessem o privilégio que Deus lhes concede através de suas vidas.
Sou um simples professor, um servo que recebeu do Senhor a missão de compartilhar do conhecimento que Deus me concede. Mas creio no futuro, um futuro em que vocês estão inseridos, não um futuro distante, mas um futuro próximo, quando o respeito e o altruísmo serão restituídos ao seio da Igreja e o reflexo da integridade de outrora será exalado por suas vidas.
Rogo a Deus que os mantenha firmes, sempre constantes no Senhor, para que se vá bem todos os seus dias e que tenham sempre a consciência que a obra é maior que vocês mesmos, e o Senhor da obra ainda maior que a própria obra. Busquem, lutem e serão honrados. Não se deixem abater pelas dificuldades, elas fazem parte do aprendizado e produzem crescimento ao caráter. Nelas reconhecemos quem é digno. Estudem, não para constar, mas para aprender. Sejam homens e mulheres honrados que não tem do que se envergonhar, e sempre levarão consigo, minha admiração e o meu respeito. Não vou citar nomes, não quero ser injusto, mas saibam que desfrutam do meu amor e do meu respeito. Suas vidas são valiosa para Deus e como tal pra mim também.

Deus abençoe vocês, que o Senhor seja convosco todos os dias, por onde quer que andarem.

Pr. Emerson Brasiliano.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

UMA TARDE ASSUSTADORA


Na última sexta-feira, dia 21 de setembro, vivenciei uma experiencia inusitada, sai do trabalho e fui direto para casa, coloquei meu long John - que fora rasgado na penúltima aventura quando em Geribá fui lançado de encontro a prancha que embicou e jogou a quilha contra minha coxa, com a graça de Deus estava de long John, senão não sei o que seria daquela situação - em seguida com meu longboard fui para praia, não tinha grandes ondas, mas as marolas estavam legais, abrindo para direita e para esquerda, de repente o vento aumentou e o mar subiu um pouco. Estava divertido, foi possível fazer um bom surfe. Lá para a hora de ir embora ouvi um trovão, o sol estava aberto o tempo quente, muito quente, quando olhei para o lado esquerdo vi uma manha preta, densa, muito densa no horizonte, chamei o Junior - parceiro de Surf, seminarista da igreja e um amigo - e falei, vamos embora que o céu vai despencar na nossa cabeça.
Saímos, coloquei a prancha em cima do carro e a tempestade se aproximava, corri pra buscar meu filho na escola, minha esposa o tinha ido apanhar a pé, liguei do meio do caminho falei que estava indo, o seu escurecia, tive que ligar a lanterna, e quanto mais me aproximava da escola de meu filho, mais o céu escurecia, tive que acionar o farol do carro, estava ficando de noite, ainda de dia, uma densa treva tomava conta do céu, a chuva começava a cair, um desavisado ou com problema de visão retardava o trânsito, tive que fazer uma manobra mais brusca e ultrapassá-lo, ligue o limpador no máximo a chuva já era densa, orava a Deus que segurasse aquela tempestade até que chegasse em casa, quando entrei a chuva despencou pra valer, junto com ela veio um vento assustador que nunca presenciei em Cabo Frio, o vento empurrou o portão pra dentro, chegou a derrubar meu filho, a chuva entrava por todos os lados, como um chuveiro na horizontal, entrava pela janela do segundo andar como uma ducha contrariando a gravidade, ouvíamos barulho das telhas sendo lançadas sobre o telhado da varanda, se despedaçando no quintal e na rua, estrondo terrível, estávamos todos assustados, o meu primogênito não estava em casa, o que aumentou a nossa ansiedade.
Foram aproximadamente vinte minutos de pavor, após esse tempo a tempestade se foi, fomos para fora e varanda estava um verdadeiro campo minado, com roupas do varal no chão, produtos de limpeza, cacos de telha, grande estrago, mas a ansiedade estava por conta do primogênito, ligávamos e não conseguíamos falar com ele. Os telefones não funcionavam estávamos sem eletricidade, um caos. esperava as águas baixarem para procurá-lo e de repente quando entreva no carro, a boa notícia, meu filho chegou, estávamos todos a salvo e felizes e louvamos a Deus pelo grande livramento que Deus nos concedera e a maneira como cuidou de nosso filho e o trouxe a salvo.
Todos estamos sujeitos ao mal, mas quando buscamos fazer a vontade de Deus somos recompensados, como certeza o altíssimo nos olha de uma maneira diferente.
Muitos prejuízos materiais, mas nenhuma baixa significante, de um tarde animada de Surf a uma catástrofe natural tudo em apenas 40 minutos.
Sou grato a Deus pela sua providência, a tempestade deixou um grande estrago na cidade, muitas árvores, muros, antenas e telhados caíram, nem todos puderam celebrar a mesma alegria, mas vão-se as coisas e fica-se a vida, afinal essa é a mais importante, quanto as outras, trabalhamos e reconstruímos.

Deus seja grandemente louvado e abençoe a todos.

Pr. Emerson

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A COMISSÃO DA "VERDADE"

É ridículo como o Brasil trata as coisas que acontecem em seu seio, ontem via o Jornal Nacional e mais uma vez reforcei a minha indignação a esse governo horrendo que usurpa o país, a reportagem tratava de mais uma tal da "Comissão da Verdade", sim, entre aspas, a tal trata dos crimes de guerra cometidos pelo estado contra o cidadão, como se os agentes do estado também não fossem cidadãos. É ridículo, o título da Comissão, pois a última coisa com que está preocupada é a verdade.
Esta, está não só interessada em fazer parecer vítimas, pessoas que confrontaram as leis vigentes no país, longe de mim, defender estupros, abuso de poder, torturas e outros erros mais que foram cometidos pelo poder estatal na época da ditadura, mas a verdade é que não existe verdade nesta comissão, pois agentes dos estado também foram torturados e assassinados por esquerdistas que estão no poder e querem trazer os podres do governo militar e esconder os seus próprios crimes. Não existe ao meu ver isenção da tal "Comissão da Verdade", existe uma tentativa de vingança tardia, e uma supressão da verdade, esta tal tão divulgada como fulcro de tal comissão. 
Ora, não existe verdade unilateral, para que se encontre a verdade é necessário imparcialidade e isenção, a verdade é obtida quando os dois lados colocam suas razões, para aí sim, se estabelecer um juízo, mas uma versão unilateral da verdade não é verdade, é meia-verdade e como tal, mentira, pois não existe meia-verdade.
Uma pessoa das defensoras desta comissão, diz que não cometeram crimes, lutavam pela democracia, analisemos então, Matar não é crime? Roubar não é crime, desde que seja pra defender uma causa? Ora isso é ridículo. Espero que a população brasileira se indigne com essa palhaçada e se pronuncie a respeito, ou se investiga a esquerda e os militares, o se põe uma pedra no assunto, agora, essa palhaçada cansa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

UM MÊS DE SAUDADES


Há exatamente um mês, recebia uma notícia que certamente marcaria a minha vida para sempre, estava a me separar de alguém muito especial, que com sua sabedoria, seu carinho e sua infinita generosidade, contribuiu para que eu seja quem eu sou, tenho certeza, que foram muitos anos de oração, não só por mim, é claro, mas todos os seu filhos, netos, amigos, irmãos, pastores e aqueles que ainda não aceitaram a Cristo como senhor e salvador.
Minha queria Maria Figueiredo – era como assinava e como carinhosamente a chamávamos – faleceu, faleceu não, como dizia a ela, vou encontrar-se pessoalmente com Jesus. Nesse dias a citei várias vezes em meus sermões e palestras e aulas, vou citá-la ainda em muitas outras, por parte do conhecimento e atitudes que tomo no meu cotidiano se baseam nos seu conselhos, sempre muito bem vindos, ainda que se os mesmos não fossem do meu agrado.
Minha avó era uma pessoa especial, não podia passar desapercebida por ninguém que a conhecesse, vovó impactava a vida de quem quer que tivesse a oportunidade de conviver com ela, modesta, e carinhosa, Maria Figueiredo era doce, mas firme nas suas convicções e em sua conduta ilibada.
Lembro-me de quando voltamos para João Pessoa e fomos morar com ela e minha tia Gima, não posso dizer que não fui uma criança feliz, minha avó dava uma mesada pra mim e minha irmão para passar cremes na papada, nas mãos e raspar seu calcanhar, na verdade a alegria dela era estar com a gente, era uma festa pois enquanto penteávamos seu cabelo – lindos cabelos brancos, tão alvos quanto a neve – ela nos dava conselhos e falava da vida. Investiu no meu ministério, teve a alegria de ver-me formar teólogo, tinha um coração imenso.
Jamais poderei expressar em palavras a importância da minha avó, era uma pessoa fantástica que vai morar no meu coração para sempre, pois é sempre presente em todos os aspectos da minha vida. Não tenho memórias tristes de minha avó, a saudade é grande. Mas sei que ela certamente ouviu o que muitas pessoas esperam ouvir: “Mateus 25:23 E o seu senhor lhe disse: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel sobre pouco; sobre muito te colocarei; participa da alegria do teu senhor.”

Ela está desfrutando da presença do seu Senhor, a quem pregou durante longos anos em sua vida, e de quem distribuiu livros, folhetos, discos. Aqui fica minha saudade a essa que eternizou sua passagem pela terra em nossos corações. Já se vai um mês, e muita saudade fica, mas estou alegre, pois só tenho coisas boas para lembrar.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

LÁGRIMAS NO PARAÍSO " A teologia de Clapton"

Resolvi fazer um artigo diferente essa semana. Para tanto, preciso explicar pra você o que me leva a escrever esse. Sou defensor de que religião não se trata de denominações religiosas (Católico, Evangélico, Batista, Mulçumano, Espírita e etc...), mas sim de algo interior que vem dentro da alma humana com o fim de liga-lo ao criador. Esses lampejos da busca por um criador normalmente são manifestos em meio a dor, que frustra a pretensão humana da auto-suficiência. Eric Clapton, ficou conhecido por alguns como o "deus da guitarra", não sei se ele assimilou tal título, ou se isso teria haver com sua perda, mas o fato é que ter perdido seu filho aos 4 anos de idade, fez com que no momento de introspecção ele proferisse verdades eternas que compartilho abaixo, volto a dizer que não sei se ele, o Clapton, tem a consciência do que escreveu mas, foi intenso.

Na 1a. estrofe está implícita uma grande dúvida que gera grande especulação no mundo da teologia, a dúvida se reconheceremos os nossos, quando depois da morte, encontrarmos com eles, se isso for possível, e ainda se as relações serão as mesmas. Está implícito também a certeza de que crianças fora da idade da razão, estão cobertas pelo suficiente sacrifício de Cristo para a Salvação.

Na 2a. 2 3a. estrofes encontra-se a crença na auto-suficiência humana e a consciência de pecado que separa a criatura do criador, a certeza de que não pertence ao paraíso é a afirmação consciente da alma de que há separação entre o homem e Deus, e que a mesma causa dor. A necessidade de ajuda diante da comprovação da incapacidade de crescer só , também está explicitado na terceira estrofe da música.

Na 4a. chega a clareza da ideia que o homem não tem total poder sobre sua vida e seu destino e que está sujeito a acontecimentos alheios a sua vontade dos quais não tem nenhuma influência e controle. É tempo de Clamar, de Gritar, pois a ansiedade toma conta da sua alma, do seu corpo. Nada pode ser feito, o coração está aflito e precisa ser consolado.

E enfim na 5a. a certeza de que a morte é a porta para outra realidade, outro tempo, outra vida, algo real, presente, não a fuga por um devaneio, mas a necessidade de crer, trará para sí o consolo, pois do outro lado não existem lágrimas, todos estão no jardim diante da presença do criador. Verdade Bíblica extremamente declarada no lívro de apocalipse de que Cristo enxugará dos olhos toda lágrima.

Volto a repetir não sei se ele tinha a clareza e a profundidade do que criou, mas pra mim está claro que todo o homem busca o salvador e que a Bíblia, a palavra de Deus, influencia tanto justo como ímpios. Só faltou pra ele declarar que é possível estar no paraíso. Lembre-se Não haverá mais lágrimas no paraíso. Encontre Jesus agora.

A Música chama-se  Tears in Heaven, pode ser encontrada na internet.


Deus abençoe sua vida.

Pr. Emerson

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

POR QUE SE IMPORTAR COM O "MISERÁVEL"?

Uma pergunta no mínimo inusitada, mas facilmente respondida. Algumas famílias de pessoas que foram resgatas por um dos ministérios de nossa igreja quiseram saber porque as pessoas pegaram uma pessoa na rua, tomada de alcool e outras coisas, sem documentos, sem nenhum atrativo social e sem nada pra oferecer, deu banho, comida, enviou para uma casa de recuperação, encontrou emprego, ajudou-o a tirar documentos, procurou contato com a família, deu abrigo. Como e por que se preocupar com uma pessoa que já tinha sido execrada da sociedade civil?
Algumas respostas são cabíveis aqui:
1 - Para a primeira usaria o discurso de Jesus em João 15 e Atos 1.8, se você tem Bíblia pode conferir, mas vou reproduzi-los abaixo:
João 15:14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando.
João 13:34 Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.
Atos 1.8 Mas recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.
Bom, entendendo os textos acima, o amor de Deus em Cristo é expressado por aqueles que abraçaram a fé e são gratos ao Salvador, em falar que Jesus é o mestre e nós os servos, assim sendo, diante desse entendimento não podemos passar alheios a necessidade do próximo. Várias pessoas dizem que não gostam da Igreja porque veem nela a hipocrisia, tudo bem, tem, alguns são realmente hipócritas, são o que Jesus chama de Joio no meio do trigo, mas o fato é que o trigo produz coisas boas e de maneira altruísta e completamente desinteressada de retorno, o retorno esperado é a recuperação do indivíduo em todos os seus aspectos. Espiritual, social, familiar, econômico, etc. A igreja faz isso porque é composta por pessoas diferentes, pois compartilha o amor de Cristo e dá testemunho da graça recebida, não fica no discurso, mas torna a prática real.
Esse é um ministério que nasce da compaixão que Cristo tem pelos homens, e através do Santo Espírito de Deus compartilhamos com o próximo. Quem é o Próximo? 
Deixo aqui a segunda resposta e para tanto uso o texto descrito em Lucas, capítulo 10, muito conhecido como a parábola do Samaritano:
29 Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?
30 E Jesus lhe respondeu: Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu na mão de assaltantes, que o roubaram e, depois de espancá-lo, foram embora, deixando-o quase morto.
31 Por acaso, um sacerdote descia pelo mesmo caminho e, vendo-o, passou longe.
32 De igual modo, também um levita chegou àquele lugar e, quando o viu, passou longe.
33 Mas um samaritano, que ia de viagem, aproximou-se e, vendo-o, encheu-se de compaixão;
34 e chegou perto dele, enfaixou suas feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua própria montaria, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele.
35 No dia seguinte, pegou dois denários, entregou-os ao hospedeiro e disse: Cuida dele; quando voltar, te pagarei tudo o que gastares a mais.
36 Qual desses três te parece ter sido o próximo do que caiu na mão dos assaltantes?
37 O doutor da lei respondeu: Aquele que teve misericórdia dele. Então Jesus lhe disse: Vai e faze o mesmo.
O próximo é todo aquele que necessita, não há hipocrisia, não há interesses espúrios, não há filosofias humanas, o que existe é a manifestação do amor que inunda o coração da Igreja, o exemplo a ser mirado é esse, a verdade, o amor em prática, a obediência a um Deus único, amoroso e verdadeiro que tem o poder de mudar o coração do homem, seu caráter, sua personalidade, e tudo que diz repeito, a este só é necessário dizer sim.
Fazemos porque cremos que a Igreja é uma expressão viva do amor divino para com o homem e não podemos suportar a miséria como se ela não fosse uma realidade. O Amor verdadeiro a move para resgatar os perdidos. Todos os homens merecem a chance de ter um encontro com Jesus.
Essa é a resposta, num mundo violento e vazio de amor, a Igreja é a expressão viva do amor de Deus. Amamos as pessoas e queremos vê-las restauradas.

Deus abençoe a todos e principalmente a SIB em Cabo Frio, por sua visão e fidelidade à palavra de Deus.

Pr. Emerson

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A GRAÇA


2Coríntios 12:9 Mas ele me disse: A minha graça te é suficiente, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de muito boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que o poder de Cristo repouse sobre mim.


Falar da GRAÇA de Deus sem ser superficial é algo complicado. As definições simples embora eficazes podem, de certa forma ou de uma forma bem peculiar, tirar toda a força de seu significado.
O significado mais conhecido e comentado nos discursos ouvidos em igrejas e nas ruas, quem sabe em seminários é que graça é o favor imerecido de Deus, o que não está errado, mas que não causa grande impacto na vida de muitas pessoas, pois não compreendem a profundidade de tal afirmação. Alguém pode, por exemplo, dizer que não pediu por isso.
Mas o aspecto mais peculiar da graça é o reconhecimento da dependência de Deus, ou seja, sem Ele nada é possível ao homem. O fato de Cristo ter morrido no lugar do homem, ou melhor, humanidade, deve ser entendido como que se  Ele, Jesus não tivesse vindo e morrido, ninguém chegaria ao céu.
O que demonstra a total incapacidade do homem de realizar coisas significativas sem a ação poderosa de Deus. A afirmação de que o homem é naturalmente fraco, enfatiza a necessidade de dependência do homem de Deus, e para salvação, no caso, de Cristo.
Bem, muita coisa poderia ser dita sobre a graça, mas esta é a expressão do amor de Deus manifesto na morte de Cristo para redenção do pecador perdido. Graça é dependência de Deus, crescer na graça é depender cada dia mais de Cristo. Buscar uma relação de intimidade com ele, com seu legado e principalmente com sua ação salvadora.
Não pode se adquirir tal experiência baseado em conhecimento teórico, nem a partir da intelectualidade, é algo que deve ser experimentado através da fé, é claro que a relação com o divino vem de um conhecimento a priori, algo interior, intrínseco na natureza humana que gera uma luta interior. 
Mas o fato é que busca pelo criador é algo que vem impresso na alma humana, a tentativa de agradar, de prestar homenagem, de buscar absolvição a partir da lei moral, que vem no pacote, e ainda que de maneira torpe se tente sublimar a depravação interna, a busca persiste de forma veemente.
A graça é a consumação do amor, nela o homem pode sublimar seus piores sentimentos e desejos, pode inclusive ofuscar a natureza putrefata que existe dentro de si. A graça é um instrumento recuperação, regeneração, restauração de um caráter humano perfeito, pervertido pelo uso incorreto dos poderes humanos de desejo e escolha.
Como disse, isso não pode ser compreendido teoricamente, é algo que precisa ser experimentado, conhecido no sentido bíblico da palavra.
Graça é a manifestação do amor de Deus em ação, é o criador relacionando-se com a criatura. A criatura rendendo observância reverente ao criador. Graça é mais de Deus e menos de si.

Deus abençoe sua vida.

Pr. Emerson

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

TERCEIRA IDADE

Na última semana perdi minha vozinha querida e postei aqui uma homenagem a ela, homenagem esta muito singela diante de tudo que ela representava pra nós, em virtude disso resolvi compartilhar com vocês a sabedoria dela, durante o tempo de sua vida escreveu alguns artigos, minha tia está fazendo um apanhado de todo material, pois vamos criar um blog para difundir todo o conhecimento que ela adquiriu durante a vida e vamos dividí-lo com o mundo.
Abaixo coloco o primeiro artigo, onde ela fala com toda experiência e sabedoria o que é a realidade da terceira idade no cenário brasileiro, espero que reflita e possa ser abençoado, assim como fomos por partilhar dela todos estes anos:

Eclesiástes 12.1
Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade...

O escritor sacro, por inspiração divina, admite ao jovem que se lembre do Criador.
Por que essa advertência? Ora, o tempo passa, um dia o moço está diante de outra realidade. É preciso que ele tenha muita firmeza, e só encontra isso se passou os verdes anos na presença do Senhor.
Como é gratificante ver a jovialidade cantando, enfrentando as contrariedades, avançando em busca da vitória.
Quantas vezes os jovens no palco, fazem rir as pessoas que há tantos anos não se alegravam? A jovialidade é vitoriosa.
Alguém disse: “A jovialidade é o segundo dos bravos”
É bom atentar para o jovem-modelo, Jesus Cristo. Ele crescia em graça para com Deus e os homens. (Lucas 2.52)
Os anos vão passando, e o moço está diante de outra realidade; a velhice.
Quer o perfil da velhice? Eis Eclesiastes 12.1 parte b
“... antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: não tenho neles contentamento.”
Que acontece com a chegada da 3ª. Idade? Por que Descontentamento?
Analisado Eclesiastes 12.2 a 6.
Com a idade avançada os braços as pernas ficam fracos; os dentes desaparecem e os olhos se escurecem; isso é o que acontece.
Há pessoas que vivem muito, mas o que diz o salmista em Salmo 90.10?
... quando chegam a oitenta anos, o melhor deles é enfado e canseira...
Continuando: os cabelos ficam brancos, um gafanhoto é um peso, o paladar não mais existe e o apetite desaparece. E mais, o copo de ouro se despedaça (o crânio), despedaça-se a cadeia de prata (coluna vertebral).
E a “roda junto ao poço”? É a carreira da existência humana.
O pior disso tudo é o desprezo que as autoridades competentes dão aos idosos.
Salário de R$ 120,00 (cento e vinte reais), a saúde é precária e mais outras irregularidade, eis o quadro dos velhos brasileiros.
Sabia que os idosos perdem o seu nome próprio? Pois é; quando ficam com a idade avançada é chamado de: o velho, a velha.
Um velho diante de um jovem; diz o velho ao jovem: “Ontem, eu era como tu és, amanhã, tu serás como eu sou.
Entendeu?
A Longevidade, às vezes, traz desvantagens. Há pessoas que terminam um curso superior e se preocupam com o mercado de trabalho, porque têm 40 (quarenta) anos.
O país que não cuida dos seus velhos, torna-se um País sem história.
É doloroso dizer que no meio cristão acontece o mesmo. (desprezo)
Nos lares, os pais idosos vão para um asilo e ficam sem visitas.Não há amor filial.
O que pode uma pessoa na 3ª. Idade fazer?
Pode passar suas experiências aos jovens, trabalhar em várias atividades, praticar esportes e mais outras coisas.
Uma pergunta:
Há programas, na Igreja, aproveitando os de 3ª. Idade? E os familiares dos idosos? Fazem o que por eles? Tudo se faz para não acontecer o envelhecimento, mas é uma ilusão.
Este fato faz parte do propósito de Deus.
O jovem só pensa em sucesso, porém o envelhecimento faz com que o idoso olhe para o céu. Os anos passam, qual a finalidade? A resposta é: para libertar a pessoa do eu.
Como são usadas as aposentadorias? Uns se entregam aos prazeres e outros, os pobres, ficam se lamentando e frustrados.
Continuando com Eclesiastes 12.7 ..e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
Chegou o fim dos idosos, embora aconteça esse final a todos.
Como encarar tal situação?
É uma lei: Não deveria ser assim, mas Adão pecou contra Deus e veio o salário do pecado - a Morte. (Rm. 6.23)
“A morte é algo que precisa ser esquecido ou escondido”, segundo a crença da sociedade ocidental cristã (ARS C Vrandi Clínica Médica).

Maria da Penha Figueiredo Torres (1994) Pesquisa para o Curso de Psicologia da UFPB.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

UM LUGAR GARANTIDO NO CÉU

Na noite de ontem recebi uma ligação triste, profundamente triste, fui tomado de uma grande dor na alma, embora todo preparo teológico e a consciência e fé num futuro glorioso ao lado de Cristo, não foi possível suplantar a minha dor. Perdi uma das pessoas que mais amava em minha vida, Minha avó, ela sempre foi pra mim uma expressão, uma espécie de manifestação sobre a terra de amor e de misericórdia de Deus. Uma pessoa doce, carinhosa, generosa, cheia de virtudes que por certo tinha seus defeitos, não era perfeita, mas eu, só conheci as virtudes. Uma pessoa que vivia da sua fé e cuidava de todos nós, orava por nós, se alegrava conosco. Não ajudava as pessoas porque queria um lugar no céu, este ela já tinha, pois era uma serva fiel de Cristo, não lamentava da vida e nem das dores que a mesma causou a ela no decorrer de sua existência terrena, sempre viveu o presente na certeza de uma vida futura, onde seus sofrimentos e sua dor seriam suplantados. Era portadora de um amor abnegado, justo, generoso e sem preconceitos, zelava pelo que era certo, mas sua exortação era amorosa. Não era uma pessoa de palavras duras. Doce, minha doce avó.
Me viu formar teólogo, sentiu-se orgulhosa, sempre quis mas nunca me ouviu pregar, sentiu-se feliz por ter um neto pastor, servindo a Deus no Ministério e levando a liberdade aos cativos, sustentava-me em oração.
Há dois anos foi acometida de uma grave enfermidade, mas ainda sim, não perdeu a alegria de viver e de sorrir, traços de sua virtude foram lavrados no meu caráter. Doi, doi muito, enquanto escrevo essa singela homenagem, ainda que póstuma, as lágrimas escorrem pelo meu rosto. Doi, doi muito.
Minhas palavras não são suficientemente capazes de expressar a pessoa maravilhosa que era a minha avó,  mas sei que o Senhor foi misericordioso com ela, levando-a para sí, antes que dor e a miséria humana, tomassem conta de seu corpo mortal e ela se tornasse um vegetal.
O Senhor convocou-a para sua glória e ela teve uma bela morte -  se é que existe algo de belo na morte - mas fica a saudade, a dor que tenho certeza o Espírito do bondoso Deus irá consolar e apagar do meu peito, nessa hora, não me resta nada a fazer senão chorar, não lamentar, porque sua vida foi um ensino para todos que a cercaram.
A vida é breve, é um sopro e minha avó sabia disso, por isso nunca perdeu seu tempo com inimizades e rancores, problemas e desavenças. Morreu feliz, alíás, pessoas como a minha avó não morrem jamais, adentram a eternidade para sentar-se ao lado do Salvador, afinal, sua vida resumiu-se a servir -  segundo as palavras do próprio Jesus no livro de Mateus, aquele que quiser se o maior no Reino dos Céus, Sirva...,  - a Deus e ao próximo, de uma maneira, que ninguém que conviveu com ela jamais poderá esquecê-la.
A minha amada avó Maria da Penha Figueiredo Torres, à sua memoria, meu apreço, meu respeito, minha saudade, minha gratidão e o meu amor eterno, pois pode compreender de maneira quase completa o texto de I Coríntios 13, o qual deixo abaixo:



1 Mesmo que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, mas não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o prato que retine.
2 E mesmo que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios, e tivesse todo o conhecimento, e mesmo que tivesse fé suficiente para mover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria.
3 E mesmo que eu distribuísse todos os meus bens para o sustento dos pobres, e entregasse meu corpo para ser queimado, mas não tivesse amor, nada disso me traria benefício algum.
4 O amor é paciente; o amor é benigno. Não é invejoso; não se vangloria, não se orgulha,
5 não se porta com indecência, não busca os próprios interesses, não se enfurece, não guarda ressentimento do mal;
6 não se alegra com a injustiça, mas congratula-se com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais é vencido. Mas, havendo profecias, serão extintas; havendo línguas, silenciarão; havendo conhecimento, desaparecerá.
9 Porque parcialmente conhecemos e parcialmente profetizamos;
10 mas, quando vier o que é completo, então o que é parcial será extinto.
11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança; mas, assim que cheguei à idade adulta, acabei com as coisas de criança.
12 Porque agora vemos como por um espelho, de modo obscuro, mas depois veremos face a face. Agora conheço em parte, mas depois conhecerei plenamente, assim como também sou plenamente conhecido.
13 Portanto, agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor. Mas o maior deles é o amor.